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China e Rússia condenam ataques dos EUA e Israel ao Irã

Wang Yi e Lavrov classificam ações militares como violação das normas internacionais e defendem cessar-fogo no Conselho de Segurança da ONU

Wang Yi (Foto: Greg Baker / pool via Reuters)

247 - China e Rússia manifestaram condenação conjunta aos recentes ataques militares realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, classificando as ações como violações das normas internacionais. A posição foi divulgada nesta segunda-feira (2) em reportagem publicada pela Caixin Global, que cita comunicado oficial do Ministério das Relações Exteriores da China.

De acordo com a publicação, a reação ocorreu após conversa telefônica entre o chanceler chinês, Wang Yi, e o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov. O diálogo foi realizado na sequência de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, convocada no dia anterior para discutir o agravamento da crise na região.

Segundo o comunicado mencionado pela chancelaria chinesa, Wang Yi classificou como “inaceitável” a morte direcionada de um líder iraniano, apontando que a ação representa uma afronta às normas que regem as relações internacionais. O diplomata defendeu a interrupção das operações militares e ressaltou a necessidade de retomar negociações diplomáticas para conter a escalada do conflito.

Ainda conforme a reportagem, o ministro chinês enfatizou a importância de evitar medidas unilaterais que não tenham aprovação do Conselho de Segurança da ONU, reforçando o papel do organismo multilateral na mediação de crises internacionais.

Durante a conversa, Sergei Lavrov concordou com a avaliação de Pequim. O chanceler russo afirmou que os ataques contribuíram para a desestabilização do Oriente Médio e reiterou o compromisso de Moscou em coordenar esforços com a China em favor de um cessar-fogo.

A manifestação conjunta evidencia o alinhamento estratégico entre China e Rússia em temas sensíveis da agenda internacional, sobretudo em situações que envolvem intervenções militares sem respaldo explícito das Nações Unidas. A posição dos dois países ocorre em meio ao aumento das tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, com repercussões diretas na segurança regional e no cenário diplomático global.

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