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China pede que ONU revise decisão de encerrar missão de paz no Líbano

Diplomata chinês afirmou a necessidade de rever a medida em meio às agressões de Israel e à ausência de um cessar-fogo efetivo na região

Os restos de estruturas danificadas na vila libanesa de Kfar Kila, vistos do lado israelense da fronteira entre Israel e Líbano, no norte de Israel, em 28 de abril de 2026 (Foto: REUTERS/Shir Torem)

247 - A China afirmou nesta sexta-feira (1º) que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) deve revisar a decisão de encerrar o mandato da missão de paz no Líbano. A declaração foi feita pelo embaixador chinês, Fu Cong, que demonstrou preocupação com a situação no país e com a ausência de um cessar-fogo efetivo na região em meio às agressões israelenses, informa a agência Reuters. 

A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) foi criada em 1978 e atua na patrulha da fronteira sul libanesa com Israel. No ano passado, o Conselho de Segurança decidiu, por unanimidade, iniciar a retirada da missão a partir do fim de 2026. Segundo Fu Cong, a situação atual exige uma reavaliação da medida.

"Há preocupação com a situação no Líbano. Não há um cessar-fogo real em vigor, apenas um 'fogo menor'", afirmou o diplomata a jornalistas. Ele acrescentou: "Cabe a Israel interromper este bombardeio ao Líbano".

Conflito na região

Cerca de 2.500 pessoas morreram em agressões israelenses em território libanês desde março. Apesar do registro de mortes de civis libaneses, incluindo idosos e crianças, e da destruição de áreas residenciais, Israel diz que suas ações têm como objetivo conter ataques do grupo Hezbollah.

Fu Cong também informou ter discutido o tema com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e afirmou que a secretaria da organização estuda uma revisão da decisão. "Estamos convencidos de que devemos revisar a decisão de retirar a UNIFIL", declarou.

Segundo ele, a avaliação em discussão na ONU indica que ainda não seria o momento adequado para encerrar a presença da missão. "Acreditamos que este não é o momento de redesenhar a UNIFIL", disse o embaixador.

O chefe das operações de paz da ONU, Jean-Pierre Lacroix, afirmou no mês passado que alguma forma de presença da organização pode continuar mesmo após o término do mandato atual da missão.

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