China veta uso de produtos de cibersegurança dos EUA e de Israel
Diretriz obriga empresas a substituir softwares estrangeiros por tecnologia nacional até 2026
247 - Pequim determinou que empresas chinesas deixem de utilizar produtos de cibersegurança desenvolvidos por companhias dos Estados Unidos e de Israel, incluindo nomes como Palo Alto Networks, Fortinet e Check Point Software Technologies. As informações são da Bloomberg News.
Segundo o documento, as organizações devem identificar se utilizam ferramentas das empresas listadas e promover a substituição por tecnologias nacionais até o primeiro semestre de 2026. O governo chinês argumenta que esses produtos estrangeiros podem permitir o envio de dados sensíveis para fora do país ou criar vulnerabilidades adicionais para os usuários.
Alegações sobre vínculos com agências de inteligência
A diretriz também afirma que empresas dos EUA e de Israel mantêm vínculos com agências de inteligência. Em comunicado datado de 19 de dezembro de 2025, um órgão regulador do mercado de valores mobiliários afirmou que produtos da Palo Alto Networks apresentariam falhas de segurança, citando supostas conexões históricas da empresa com serviços de inteligência ocidentais.
Além das empresas inicialmente citadas, a proibição inclui Recorded Future, CrowdStrike, Mandiant, da Alphabet, Rapid7, SentinelOne, Claroty, Cato Networks, Imperva, CyberArk, Wiz, VMWare, da Broadcom, McAfee e Orca Security. Representantes da Recorded Future, CrowdStrike, SentinelOne e Claroty informaram que não comercializam produtos no mercado chinês.
Posicionamento das empresas afetadas
Um porta-voz da McAfee declarou que os softwares da empresa são destinados a consumidores individuais e famílias, e não ao uso governamental. Segundo ele, a companhia acompanha continuamente mudanças regulatórias e busca cumprir todas as exigências legais nos países onde atua.
O CEO da Orca Security, Gil Geron, afirmou que a empresa não foi notificada sobre a decisão. "Acreditamos que o acesso a ferramentas de segurança defensiva eficazes é essencial para apoiar operações empresariais seguras em todo o mundo, e esta seria uma medida na direção errada ao negar esse nível de proteção", disse.
Contexto de restrições mútuas
A medida chinesa ocorre em um contexto de restrições semelhantes adotadas pelo governo dos Estados Unidos, que já limitou o uso de produtos de companhias chinesas por órgãos públicos, alegando preocupações relacionadas à segurança nacional.


