Comandante anti-imigração é removido do cargo nos EUA após morte de enfermeiro
Gregory Bovino liderava um conjunto de operações de imigração em Minnesota que resultou em milhares de prisões e mortes de civis
Reuters - O comandante-geral da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos, Gregory Bovino, foi retirado de sua função como “commander at large” da agência e deverá retornar ao seu antigo posto na Califórnia, onde está previsto que se aposente em breve, informou a Reuters, citando a revista The Atlantic e autoridades familiarizadas com a mudança.
A saída de Bovino do posto de comando ampliado acontece em um momento de intensificação do debate sobre as políticas de migração e a atuação de agentes federais em cidades como Chicago e Minneapolis, palco de confrontos e investigações sobre o uso de força.
Segundo a reportagem, a decisão foi comunicada por um funcionário do Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) e por duas pessoas a par da mudança organizacional. A expectativa é de que Bovino deixe sua posição de liderança estratégica e retorne a um cargo mais tradicional no setor da Patrulha de Fronteira, com foco na supervisão local em El Centro, no sul da Califórnia.
A retirada de Bovino do papel de comandante ampliado ocorre em meio a críticas de setores políticos e sociais à sua conduta, sobretudo após incidentes envolvendo operações de imigração e confrontos com manifestantes e comunidades locais nos quais participaram agentes sob sua supervisão.
Bovino vinha liderando esforços de fiscalização e deportações em áreas urbanas, incluindo a chamada “Operation Metro Surge”, um conjunto de operações de imigração em Minnesota que resultou em milhares de prisões e mortes de civis, segundo registros de diversas fontes sobre o tema.
Até o momento, nem o Departamento de Segurança Interna, nem a agência Customs and Border Protection nem a Casa Branca emitiram declarações oficiais sobre a remoção de Bovino de sua função ampliada.
O comando-geral da Patrulha de Fronteira tem sido um dos postos mais observados dentro da política migratória dos Estados Unidos, especialmente sob a administração do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem promovido endurecimento das ações e presença de agentes federais em localidades internas do país.


