Como foi a reunião entre Rutte e Trump em meio à tensão dos EUA com a OTAN
Mandatário estadunidense manteve postura crítica após o encontro e teria manifestado intenção de retirar o país da aliança ao secretário-geral
247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manteve sua postura crítica em relação à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) após reunião com o secretário-geral da aliança, Mark Rutte. Segundo o site Politico, o encontro realizado nesta quarta-feira (8) não resultou em mudanças significativas na posição do governo estadunidense. As informações são da RT Brasil.
De acordo com a agência Associated Press, Trump chegou à reunião indicando que cogitava retirar os EUA da OTAN, após aliados ignorarem seu pedido para aderir à ofensiva contra o Irã. Ainda após o encontro, o presidente reforçou sua desconfiança em relação ao compromisso da aliança com Washington.
"A OTAN não estava lá quando precisamos dela, e não estará se precisarmos novamente", escreveu Trump em suas redes sociais.
Plano de retaliação em análise
Reportagem do Wall Street Journal aponta que a Casa Branca avalia medidas de retaliação contra países-membros da OTAN considerados prejudiciais aos interesses dos Estados Unidos e de Israel durante o conflito com o Irã. Entre as propostas em discussão está a transferência de tropas estadunidenses desses países para nações vistas como mais alinhadas.
Apesar disso, o plano não configura uma retirada completa da aliança militar, embora essa possibilidade tenha sido mencionada anteriormente por Trump.
Críticas à aliança e tensão com aliados
Na segunda-feira (6), o presidente afirmou que decidiu deixar o bloco após a aliança não apoiar sua proposta de aquisição da Groenlândia. "Queremos a Groenlândia. A OTAN não quer nos dar, então eu disse: 'Tchau, tchau'", declarou.
Trump também voltou a classificar a organização como um "tigre de papel", questionando sua eficácia. As críticas se intensificaram após a recusa de aliados em apoiar agressões militares contra o Irã, incluindo a negativa de uso de bases aéreas e a ausência de apoio para reabrir o Estreito de Ormuz.
Em 20 de março, o presidente já havia criticado duramente os parceiros da aliança por não atenderem ao pedido de mobilização naval na região. Na ocasião, afirmou que a OTAN falhou em apoiar os Estados Unidos quando necessário.
"Foi um erro tremendo quando a OTAN simplesmente não esteve lá. Simplesmente não estavam lá", disse. Em outro momento, acrescentou: "Obviamente não precisávamos deles, porque não ajudaram em nada".


