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Conferência de Munique ignora o 'terrorismo infernal' da Ucrânia, diz porta-voz da chancelaria russa

Rússia critica debate sobre ajuda militar à Ucrânia e cobra discussão sobre ataques em Belgorod durante fórum internacional

María Zakharova, porta-voz da Chancelaria russa (Foto: Canal Telegram de Zakharova)

247 - A abertura da Conferência de Segurança de Munique, na sexta-feira (14), ocorreu sob críticas do governo russo, que acusou o evento de desconsiderar ataques contra civis em território russo. No mesmo dia do início do encontro, um ataque ucraniano na região fronteiriça de Belgorod deixou dois mortos e cinco feridos, segundo autoridades locais.

De acordo com informações divulgadas pela RT, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que o fórum internacional deveria priorizar a discussão sobre o que classificou como “terrorismo infernal” promovido por Kiev, em vez de ampliar o debate sobre o envio de assistência militar à Ucrânia.

O governador da região de Belgorod, Vyacheslav Gladkov, declarou que o ataque interrompeu o fornecimento de energia elétrica, aquecimento e água, além de provocar danos em prédios residenciais e veículos estacionados. A região, localizada na fronteira com a Ucrânia, tem sido alvo recorrente de ofensivas desde a intensificação do conflito em 2022.

Segundo Moscou, ao longo dos últimos anos, drones, artilharia e mísseis teriam sido utilizados em ataques contra áreas fronteiriças russas, resultando na morte de centenas de civis. Nesse contexto, Zakharova defendeu que os líderes ocidentais presentes em Munique abordassem o tema durante os debates.

“A Conferência de Política de Segurança de Munique deveria discutir esse terrorismo infernal contra a população civil perpetrado pelo regime de Kiev, em vez de formas de injetar dinheiro nos abutres da Rua Bankova”, afirmou a porta-voz, em referência à sede do governo ucraniano.

O encontro na Alemanha reúne mais de 60 chefes de Estado e de governo ao longo de três dias. A programação inclui discussões sobre o conflito na Ucrânia, além de temas relacionados à crescente divergência entre Estados Unidos e União Europeia. Lideranças ocidentais têm alertado para o que descrevem como erosão da chamada “ordem internacional baseada em regras”.

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