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Rússia considera inaceitáveis as tentativas dos EUA de atrelar comércio ao conflito na Ucrânia

O vice-chanceler Sergey Ryabkov pede compreensão de países como a Índia

Sergey Ryabkov (Foto: Reuters/Maxim Shemetov/Files)

247 - As tentativas dos Estados Unidos de relacionar acordos comerciais ao conflito na Ucrânia foram classificadas como inaceitáveis pelo vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Ryabkov. A declaração foi feita em Nova Délhi, em entrevista concedida ao jornal indiano The Indian Express.

Segundo informou a agência russa TASS, Ryabkov respondeu a perguntas sobre iniciativas de Washington para associar comércio internacional à guerra e aos apelos para que outros países suspendam relações comerciais com Moscou. Para o diplomata, esse tipo de medida não deve prosperar no cenário internacional.

“Isto é completamente inaceitável”, afirmou Ryabkov ao comentar as tentativas dos EUA de vincular o comércio ao conflito na Ucrânia e de pressionar terceiros países a interromper laços econômicos com a Rússia.

O vice-chanceler também reiterou a posição oficial do Kremlin sobre a natureza da ofensiva russa. “Não estamos em guerra com a Ucrânia. Estamos operando sob uma operação militar especial, mandatada pelo presidente, com o único propósito de proteger os russos e os falantes de russo que vivem na Ucrânia”, declarou.

Ao abordar as divergências de interpretação sobre o conflito, Ryabkov sustentou que há um distanciamento profundo entre a leitura ocidental e a versão apresentada por Moscou. “A compreensão e a explicação ocidentais do que está acontecendo não têm nada a ver com as nossas. Portanto, rejeitamos e nos dissociamos completamente de qualquer tentativa de vincular uma à outra. Não deveria haver espaço para tais sanções e tais vínculos. Espero que pessoas sensatas como as da Índia apreciem e compreendam isso igualmente”, enfatizou.

As declarações reforçam a posição do governo russo de rejeitar sanções econômicas associadas à guerra e de contestar iniciativas que, segundo Moscou, buscam ampliar o isolamento comercial do país em meio ao conflito na Ucrânia.

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