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Congresso dos EUA intensifica questionamentos sobre guerra no Irã após envio de "tropa de choque" da Casa Branca

Parlamentares questionam legalidade e objetivos da agressão estadunidense e de Israel ao país persa

Congresso dos EUA (Foto: Reuters)

247 - O Congresso dos Estados Unidos intensificou nesta terça-feira (3) os questionamentos sobre a guerra no Irã, quatro dias após o início da ofensiva liderada pelo presidente Donald Trump ao lado de Israel. O Senado recebeu uma "tropa de choque" da Casa Branca, incluindo o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Defesa Pete Hegseth, o chefe do Estado-Maior Conjunto Dan Caine e o diretor da CIA John Ratcliffe, para explicar os motivos da ação e defendê-la. As informações são do jornal O Globo.

Em audiência fechada, Rubio afirmou que todos os requerimentos legais foram cumpridos, com notificações prévias aos líderes de ambos os partidos e fornecimento de detalhes da operação. Apesar disso, parlamentares expressaram preocupações sobre a indefinição do conflito e as mudanças constantes nos objetivos da operação. O senador Chris Murphy descreveu o conflito como "sem prazo definido" e alertou que a campanha militar "ainda nem começou de fato", prevendo mais mortes. Chuck Schumer qualificou a reunião como "muito insatisfatória" e criticou respostas inconsistentes da Casa Branca.

Justificativas de Trump e Rubio

Trump afirmou na Casa Branca, ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz, que a ofensiva foi necessária para evitar ataques iranianos e que boa parte do arsenal de mísseis do país foi destruída. Rubio acrescentou que a decisão buscou impedir que o Irã "se esconda atrás de seu programa de mísseis balísticos" e garantir que os EUA não fossem atacados primeiro.

A operação interrompeu negociações diplomáticas sobre o programa nuclear iraniano, que registraram avanços em Genebra. O senador Mark Warner criticou a constante mudança dos objetivos da guerra, afirmando que já foram alterados quatro ou cinco vezes desde o início da ofensiva.

O impacto econômico da guerra nos EUA é crescente, com o preço do petróleo em alta devido ao cerco ao Estreito de Ormuz. A gasolina registrou o maior aumento desde 2005, enquanto o país se aproxima de eleições em que custo de vida e segurança energética são temas centrais. Até o momento, seis militares estadunidenses morreram, e Trump não descartou enviar tropas adicionais ao Irã.

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