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Cúmplice de Epstein, Ghislaine Maxwell decide ficar em silêncio em depoimento no Congresso dos EUA

Audiência ocorre após divulgação de documentos do caso pelo Departamento de Justiça estadunidense

Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell (Foto: Reprodução)

247 - Ghislaine Maxwell, cúmplice do criminoso sexual Jeffrey Epstein, deve depor nesta segunda-feira (9) diante de uma comissão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos e pretende utilizar o direito de permanecer em silêncio. Maxwell cumpre pena de 20 anos de prisão e será ouvida por videoconferência, em audiência fechada, a partir da unidade prisional onde está detida no Texas. As informações são da RFI.

O depoimento ocorre após a divulgação, em 30 de janeiro, de uma série de documentos do caso Epstein pelo Departamento de Justiça dos EUA. A data da audiência havia sido anunciada em 21 de janeiro e vinha sendo aguardada há meses. Jeffrey Epstein morreu em 2019 na prisão, em um caso classificado oficialmente como suicídio.

Defesa rejeita depoimento sem imunidade

A defesa de Maxwell tentou obter imunidade penal em troca do depoimento, mas o pedido foi rejeitado. Sem essa garantia, ela decidiu não responder às perguntas da comissão. Segundo seus advogados, a audiência "não tem outro propósito senão puro teatro político e desperdício". A estratégia jurídica também inclui a tentativa de obter aceitação de novos recursos contra a condenação imposta em 2022 por exploração sexual.

O deputado democrata Ro Khanna divulgou sete perguntas que pretende fazer durante a audiência. Entre elas está: "Você, ou Jeffrey Epstein, organizou, facilitou ou permitiu que o presidente Trump tivesse acesso a menores?". Outra pergunta trata de possíveis cúmplices: "Por que você acha que eles não foram indiciados?". O parlamentar também busca informações sobre eventuais relações de Epstein com governos estrangeiros ou serviços de inteligência.

Bill e Hillary Clinton também serão ouvidos

A comissão também convocou para depoimentos separados, no fim do mês, o ex-presidente Bill Clinton e Hillary Clinton, ex-secretária de Estado. Ambos solicitaram que as audiências sejam públicas, alegando intenção de evitar uso político de suas declarações.

Todd Blanche, procurador-geral adjunto dos EUA e ex-advogado do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, interrogou Maxwell na Flórida no fim de julho. Posteriormente, ela foi transferida para uma prisão com regime de segurança mais flexível no Texas, o que gerou críticas de vítimas e familiares.

Em conversa transcrita e divulgada pelo Departamento de Justiça, Maxwell afirmou não acreditar no suicídio de Epstein em uma prisão de Nova York, em agosto de 2019, sem apontar responsáveis pela morte. Na mesma conversa, declarou que Epstein não mantinha uma "lista de clientes" e afirmou não ter conhecimento de "qualquer chantagem".

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