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Em conversa com Macron, presidente do Irã condena violação de acordos e agressões dos EUA

Irã cita guerras e crimes contra o país, enquanto defende diálogo e critica ataques no Líbano

Macron e Pezeshkian (Foto: Tasnim)

247 - O Irã acusa os Estados Unidos de violar acordos e promover agressões históricas, apontando guerras e crimes contra o país, ao mesmo tempo em que defende o diálogo como solução e critica ataques no Líbano. A declaração foi feita pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, em meio a discussões sobre tensões regionais e negociações internacionais.

As informações foram divulgadas pela agência Tasnim, que relatou a conversa telefônica entre Pezeshkian e o presidente da França, Emmanuel Macron, realizada no sábado (11) para tratar de esforços de cessar-fogo, negociações em Islamabad e a escalada no Líbano.

Durante o diálogo, Pezeshkian criticou o histórico dos Estados Unidos em negociações internacionais. Segundo ele, Washington descumpriu compromissos assumidos em conversas anteriores e “impôs duas guerras” ao Irã, além de ter cometido “inúmeros crimes contra a nação iraniana”.

O presidente iraniano afirmou que o país nunca buscou conflitos e reiterou a posição de Teerã em favor de soluções diplomáticas baseadas no direito internacional. Ao mesmo tempo, destacou que o Irã não abrirá mão de sua soberania. “O Irã não hesitará em defender seus direitos legítimos e sua integridade territorial”, afirmou.

Pezeshkian também classificou o programa de mísseis iraniano como uma medida de caráter defensivo e criticou a falta de ação de organismos internacionais, como as Nações Unidas e a União Europeia, diante de ataques considerados ilegais contra o Irã e a região.

Outro ponto abordado foi a situação no Líbano. O presidente iraniano apontou os recentes ataques israelenses como fator central de instabilidade regional e condenou o “massacre de centenas de civis libaneses” e bombardeios contra alvos não militares, incluindo uma creche. Ele classificou esses episódios como “exemplos claros de crimes de guerra” e defendeu maior pressão internacional sobre Israel e os Estados Unidos para interromper as ações.

Por sua vez, Emmanuel Macron afirmou que a França condena o conflito desde o início e apoia um cessar-fogo, ressaltando a necessidade de interromper os ataques ao Líbano. O presidente francês também manifestou expectativa de avanços nas negociações em Islamabad e reiterou a disposição de Paris em contribuir para a paz e a estabilidade na região.

Ao final da conversa, os dois líderes concordaram em manter consultas sobre os desdobramentos da situação.

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