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Em encontro com Trump, China pede cessar-fogo duradouro na guerra de EUA e Israel contra Irã

Governo chinês afirma que guerra não deveria ter ocorrido e defende negociação como saída

Presidentes da China, Xi Jinping, e dos EUA, Donald Trump 14 de maio de 2026 Kenny Holston/Pool via REUTERS (Foto: Kenny Holston/Pool via REUTERS)
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247 - A China pediu um cessar-fogo “abrangente e duradouro” na guerra dos EUA e Israel contra o Irã e defendeu que a negociação seja retomada como saída para a crise, em um comunicado divulgado nesta sexta-feira (15) pelo Ministério das Relações Exteriores chinês,.

Segundo a Folha de S.Paulo, a manifestação de Pequim ocorreu em meio ao encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e Xi Jinping.

No documento, a diplomacia chinesa afirmou que o conflito “jamais deveria ter acontecido” e “não tem razão para continuar”. A posição de Pequim reforça a defesa de uma solução diplomática, em contraste com alternativas militares para a crise.

“A China sempre defendeu que o diálogo e a negociação são o caminho certo e que uma solução militar não é o caminho. Agora que a porta para o diálogo foi aberta, ela não deve ser fechada novamente”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês.

Impactos sobre comércio, energia e cadeias globais

O governo chinês também alertou para os efeitos da guerra sobre a economia mundial. De acordo com Pequim, o conflito atingiu de forma severa “o desenvolvimento econômico global, as operações da cadeia de suprimentos, a ordem do comércio internacional e a estabilidade do fornecimento global de energia”.

A China defendeu ainda a reabertura das rotas marítimas o mais rapidamente possível, com o objetivo de preservar a estabilidade e garantir o fluxo contínuo das cadeias internacionais de suprimento.

O tema tem peso estratégico para Pequim, especialmente diante da importância do Estreito de Hormuz para o transporte global de energia. A região foi mencionada por autoridades dos Estados Unidos após os encontros entre Donald Trump e Xi Jinping.

Trump diz que Xi ofereceu ajuda sobre Hormuz

Em entrevista ao canal Fox News, Trump afirmou que Xi se colocou à disposição para colaborar com a abertura do Estreito de Hormuz e prometeu não enviar equipamentos militares ao Irã.

“Ele gostaria de ver o estreito de Hormuz aberto e disse: ‘Se eu puder ajudar de alguma forma, gostaria de ajudar’”, declarou Trump.

O presidente dos Estados Unidos também afirmou que Xi foi enfático ao tratar do envio de equipamentos militares. “Ele disse que não vai fornecer equipamentos militares... ele disse isso enfaticamente”, disse Trump, em entrevista ao canal americano na noite de quinta-feira (14), manhã do mesmo dia no Brasil.

O representante comercial de Washington, Jamieson Greer, que integra a comitiva americana, também comentou a posição chinesa em entrevista à Bloomberg. Segundo ele, as autoridades de Pequim deixaram claro que querem o Estreito de Hormuz aberto e sem restrições.

“É realmente importante para a China que o Estreito de Hormuz esteja aberto, sem cobrança de pedágio, sem controle militar, e isso ficou claro na reunião. Portanto, saudamos essa decisão”, afirmou Greer.

Ele acrescentou que Washington vê a posição chinesa como pragmática. “Com relação ao envolvimento chinês com o Irã, nossa opinião é que os chineses estão sendo muito pragmáticos e não querem ficar do lado errado dessa questão”, declarou.

Encontro em Pequim teve guerra e comércio na agenda

O comunicado chinês foi divulgado enquanto Trump e Xi se reuniam em Zhongnanhai, sede oficial da cúpula do Partido Comunista Chinês e do governo em Pequim.

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