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Espanha exige libertação de ativistas da flotilha

Ativistas Thiago Ávila e Saif Abukeshek foram presos por Israel

Saif Abukeshek e Thiago Ávila (Foto: Lautaro Rivara/Flotilha Global Sumud)

247 - A Espanha exigiu a libertação dos ativistas detidos durante uma operação contra uma flotilha com destino à Faixa de Gaza e levados para Israel, classificando o caso como um sequestro.

Forças israelenses abordaram a flotilha no final da noite de quarta-feira (29), capturando 180 ativistas, dos quais 178 já foram libertados, segundo os organizadores da campanha. Saif Abukeshek, cidadão espanhol e sueco de origem palestina, e Thiago Ávila, cidadão brasileiro, permanecem sob custódia israelense. Muitos dos ativistas libertados por Israel apresentam sinais visíveis de tortura e relatam abusos físicos e psicológicos sob custódia.

O ministro das Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares, disse ao canal RAC1 no sábado (2) que estava preocupado com a “detenção ilegal” de Saif Abukeshek e pediu que ele seja “libertado imediatamente”. 

Albares afirmou que a detenção foi realizada “fora da jurisdição de Israel”, acrescentando: “Claro, trata-se de um sequestro.”

Mais cedo, os governos da Espanha e do Brasil condenaram o sequestro de seus cidadãos e exigiram do governo de Israel o retorno imediato de Thiago Ávila e Saif Abukeshek.

Um tribunal israelense decidiu neste domingo (3) manter em prisão preventiva por mais dois dias dois ativistas pró-Palestina, Saif Abukeshek e Thiago Ávila, informou o movimento Global Sumud Flotilla.

“Tribunais coloniais concederam uma extensão de dois dias para a detenção ilegal de Saif e Thiago. Advogados nos atualizarão em breve com mais informações. Exigimos sua libertação imediata”, disseram no Telegram os organizadores da flotilha de ajuda a Gaza.

No sábado, o grupo Flotilha Global Sumud informou que Saif e Thiago foram transferidos para a prisão de Shikma, em Ashkelon. A unidade é conhecida por ser usada para deter prisioneiros palestinos em condições severas. O movimento citou a Embaixada do Brasil, que afirmou que Ávila relatou ter sido torturado e agredido enquanto estava sob custódia israelense.

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