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Espanha retira embaixadora de Israel em meio a críticas às agressões contra o Irã e ao genocídio em Gaza

Decisão foi publicada em decreto após reunião do Conselho de Ministros

O premiê espanhol, Pedro Sánchez (Foto: REUTERS/Toby Melville)

247 - O governo da Espanha decidiu retirar sua embaixadora em Israel, Ana María Sálomon Pérez. A decisão foi formalizada em decreto publicado no boletim oficial do Estado espanhol. De acordo com o documento oficial, a medida ocorreu após proposta do Ministério das Relações Exteriores, da União Europeia e da Cooperação da Espanha, e foi aprovada pelo Conselho de Ministros em reunião realizada na terça-feira (10).

Segundo a Al Jazeera, a retirada da diplomata ocorre em um momento de aumento das tensões políticas entre Madri e Tel Aviv. O governo espanhol tem sido um dos principais críticos, dentro da União Europeia, do genocídio conduzido por Israel na Faixa de Gaza e também das agressões realizadas por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irã.

Mudança na chefia da embaixada

Com a saída da embaixadora, a representação diplomática espanhola em Tel Aviv passará a ser comandada por um encarregado de negócios. A informação foi confirmada por fonte do Ministério das Relações Exteriores da Espanha. A decisão foi oficializada com a publicação no boletim estatal, que registrou o encerramento da missão diplomática de Ana María Sálomon Pérez em Israel.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, está entre os poucos líderes de esquerda da Europa que condenaram os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã. O dirigente classificou a ofensiva como "injustificável" e declarou que a posição de Madri é "não à guerra". O governo espanhol também tem criticado repetidamente as ações militares genocidas de Israel na Faixa de Gaza.

Em outubro de 2025, o Parlamento espanhol aprovou uma lei que estabelece um embargo total de armas contra Israel. A medida proíbe de forma permanente a venda de armamentos, equipamentos militares e tecnologias de uso duplo para o país. Segundo a legislação aprovada, a decisão foi adotada como resposta ao genocídio na Faixa de Gaza.

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