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Estreito de Ormuz registra a passagem de quatro embarcações nas últimas 24 horas

Rota segue parcialmente restrita em meio ao conflito iniciado pelas agressões dos EUA e Israel ao Irã

Vista aérea da costa iraniana e do porto de Bandar Abbas, no estreito de Ormuz, em 10 de dezembro de 2023 (Foto: REUTERS/Stringer)

247 - O Estreito de Ormuz registrou a passagem de quatro embarcações nas últimas 24 horas, segundo dados de rastreamento marítimo. De acordo com a CNN Brasil, o Irã anunciou uma série de medidas para garantir a travessia segura pela rota, considerada estratégica para o transporte global de petróleo. Informações da empresa MarineTraffic indicam que três petroleiros e um cargueiro cruzaram o estreito desde a manhã de terça-feira (24).

Apesar disso, o fluxo segue reduzido em comparação aos níveis anteriores ao início do conflito na região. Dados da UK Maritime Trade Operations apontam ao menos 16 ataques contra embarcações no Golfo Pérsico e nas proximidades do estreito desde 28 de fevereiro, quando começaram as agressões dos EUA e Israel ao Irã. A situação tem impactado diretamente o tráfego na área.

Em publicação, a MarineTraffic avaliou que “algumas atividades podem estar sendo retomadas” e que o Irã adota uma estratégia de liberação seletiva de navios como forma de sinalização. A análise indica que a circulação ainda ocorre de maneira controlada.

Restrições e controle de passagem

Mesmo com a travessia de algumas embarcações, a rota permanece restrita para a maioria dos navios. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Beghaei, afirmou, na terça-feira (24), que “uma série de medidas está em vigor para a passagem pelo Estreito de Ormuz devido à situação de guerra imposta ao Irã”.

Segundo ele, países que não estão envolvidos no conflito podem utilizar a via marítima, desde que haja coordenação prévia com as autoridades iranianas para garantir segurança. “Outros países que não têm relação com este ato de agressão podem atravessar o Estreito de Ormuz após a devida coordenação com as autoridades iranianas”, declarou.

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