EUA afirmam que aeronave militar de reabastecimento caiu no Iraque
KC-135 participava de operação "Fúria Épica", iniciada pelas agressões estadunidenses e de Israel contra o Irã, e é a quarta perda dos EUA no conflito
247 - Um avião militar de reabastecimento KC-135 das Forças Armadas dos Estados Unidos caiu no oeste do Iraque nesta quinta-feira (12). O incidente envolveu duas aeronaves e ocorreu durante uma operação militar na região. De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), a queda ocorreu enquanto as aeronaves participavam da operação denominada "Fúria Épica", iniciada no dia 28 de fevereiro com as agressões dos EUA e Israel contra o Irã. O comando militar informou que equipes de resgate foram mobilizadas logo após o episódio. As informações são do jornal O Globo.
Em publicação nas redes sociais, o Exército dos Estados Unidos afirmou que "os esforços de resgate estão em andamento". Ainda segundo os militares, duas aeronaves participaram do episódio. Uma delas caiu em território iraquiano, enquanto a outra conseguiu pousar em segurança. O comunicado acrescentou que "mais informações serão disponibilizadas conforme a situação se desenvolva".
Quarta aeronave perdida no conflito
O KC-135 é uma aeronave militar utilizada para reabastecimento aéreo de caças e bombardeiros. Segundo informações divulgadas pelas autoridades militares, esta é ao menos a quarta aeronave de guerra dos Estados Unidos perdida desde o início do atual conflito no Oriente Médio. Antes desse episódio, três aviões de combate F-15 haviam sido abatidos por fogo amigo sobre o território do Kuwait.
A segunda aeronave envolvida no incidente conseguiu aterrissar com segurança no Aeroporto Ben Gurion no início da noite. De acordo com dados de rastreamento de voos citados pelo veículo Times of Israel, o avião chegou a emitir o código transponder 7700, utilizado internacionalmente para sinalizar situações de emergência.
Incêndio em porta-aviões
Também nesta quinta-feira (12), um incêndio atingiu a lavanderia do porta-aviões USS Gerald R. Ford durante uma operação naval no Oriente Médio. O episódio deixou dois marinheiros feridos, segundo informou o Comando Central da Marinha dos Estados Unidos. De acordo com o comunicado oficial, o fogo foi controlado e não comprometeu os sistemas essenciais do navio. A autoridade militar afirmou que "a causa do incêndio não foi relacionada a combate e está controlada".
Ainda segundo a Marinha, "não houve danos ao sistema de propulsão do navio, e o porta-aviões permanece totalmente operacional". O comunicado acrescentou que os dois marinheiros feridos receberam atendimento médico e estão em condição estável. O USS Gerald R. Ford é considerado o maior navio de guerra do mundo. A embarcação possui tripulação de cerca de 4.550 pessoas e capacidade para transportar até 75 aeronaves. O porta-aviões foi deslocado para o Golfo Pérsico em fevereiro para reforçar a presença militar dos Estados Unidos na região em meio às agressões contra o Irã e às tensões envolvendo o bloqueio do Estreito de Ormuz.


