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EUA aprovam nova venda bilionária de armas a Israel em meio à guerra em Gaza

Pacote supera US$ 6,5 bilhões e inclui helicópteros Apache, veículos táticos e sistemas blindados, segundo autoridades em Washington

Trump e Netanyahu em Tel Aviv - 13/10/2025 (Foto: Reuters)

247 - Os Estados Unidos autorizaram uma nova venda potencial de equipamentos militares a Israel que ultrapassa US$ 6,5 bilhões, em um contexto marcado pela continuidade da guerra em Gaza e pelo aumento das tensões regionais no Oriente Médio. A decisão foi anunciada em Washington na sexta-feira (30), em meio a relatos de que autoridades israelenses passaram a reconhecer estimativas que apontam cerca de 70 mil palestinos mortos no território desde o início do genocídio.

A informação foi divulgada originalmente pelo site RT, com base em comunicados oficiais divulgados separadamente pelo Pentágono e pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. Segundo as autoridades americanas, o pacote contempla diferentes contratos e envolve alguns dos principais fabricantes de equipamentos militares do país.

De acordo com os comunicados, a maior parte do valor aprovado corresponde à venda de helicópteros de ataque AH-64E Apache, avaliados em US$ 3,8 bilhões. O pacote também inclui US$ 1,98 bilhão em veículos táticos leves e um contrato adicional de US$ 740 milhões destinado a sistemas de propulsão para veículos blindados de transporte de pessoal. As empresas AM General, Boeing e Lockheed Martin aparecem como as principais contratadas nas negociações.

O Pentágono afirmou que a venda terá impacto direto sobre a capacidade militar israelense. “A venda proposta aumentará a capacidade de Israel de enfrentar ameaças atuais e futuras, melhorando sua capacidade de defender as fronteiras israelenses”, declarou o órgão, acrescentando que a medida “não alterará o equilíbrio militar básico na região”.

A aprovação ocorre no mesmo dia em que veículos de imprensa israelenses relataram que autoridades militares do país passaram a aceitar amplamente os números de mortos divulgados pelas autoridades de Gaza, que estimam em cerca de 70 mil o total de palestinos mortos desde o início da guerra, em 2023. Desde então, Israel tem sido alvo de acusações internacionais envolvendo a prática de crimes de guerra e o bloqueio à entrada de ajuda humanitária no território palestino.

O anúncio também se insere em um cenário de deterioração das relações entre os Estados Unidos e o Irã. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou recentemente que não descarta uma opção militar, ao mesmo tempo em que prometeu apoio a manifestantes na República Islâmica. Trump tem reiterado sua posição como um dos principais aliados de Israel no cenário internacional.

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