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EUA atacam instalações de mísseis do Irã no estreito de Ormuz

Ação militar ocorre em meio à escalada de tensões e impacto direto no mercado global de petróleo

Imagem aérea revela o litoral do Irã e a ilha de Qeshm, localizada no estreito de Ormuz, bandeira do Irã e Donald Trump (Foto: Dado Ruvic/Reuters I Reuters)

247 - Os Estados Unidos realizaram um ataque contra instalações de mísseis do Irã localizadas na costa do estreito de Ormuz, em meio à intensificação do conflito na região. A operação foi confirmada pelo Comando Central norte-americano nesta terça-feira (17), em um novo capítulo da escalada militar envolvendo Teerã.

Segundo informações divulgadas pela RT, o comando militar afirmou que a ofensiva utilizou armamentos de alta capacidade destrutiva contra alvos considerados estratégicos. “Há algumas horas, as forças dos EUA lançaram com sucesso várias munições de penetração profunda de 5.000 libras [mais de 2.200 quilos] contra instalações de mísseis iranianas fortificadas, localizadas ao longo da costa do Irã, perto do Estreito de Ormuz”, informou o comunicado oficial.

De acordo com o Comando Central, as estruturas atingidas abrigavam mísseis de cruzeiro antinavio que representavam ameaça direta à navegação internacional. “Os mísseis de cruzeiro antinavio iranianos localizados nessas instalações representavam um risco para a navegação internacional no estreito”, acrescentou a nota.

O ataque ocorre em um momento de forte tensão geopolítica, após o Irã anunciar o bloqueio do estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. A via conecta o golfo Pérsico ao golfo de Omã e é responsável por cerca de um quinto do fluxo global de petróleo.

Autoridades iranianas afirmaram que a medida foi adotada após ações militares dos Estados Unidos e Israel. O governo de Teerã declarou que não permitirá a saída de petróleo pela região. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica reforçou que embarcações norte-americanas e de países aliados não poderão atravessar o estreito.

Apesar disso, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que a passagem permanece aberta, mas restrita a nações não consideradas inimigas.

O impacto da crise já se reflete no mercado internacional de energia. O bloqueio da rota marítima provocou forte volatilidade nos preços do petróleo. No início de março, o barril superou a marca de 100 dólares, chegando próximo de 120 dólares em determinados momentos. Mais recentemente, os contratos futuros do Brent voltaram a subir, sendo negociados acima de 104 dólares por barril, patamar não observado desde julho de 2022.

A intensificação das ações militares na região do Golfo Pérsico amplia as preocupações globais sobre segurança energética e estabilidade no comércio internacional, especialmente diante da importância estratégica do estreito de Ormuz para o abastecimento mundial de petróleo.

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