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EUA avançam no Estreito de Ormuz e afundam barcos iranianos; Irã nega

Operação militar no estreito estratégico eleva tensão global, enquanto Teerã contesta versão dos EUA sobre destruição de embarcações

Imagem aérea revela o litoral do Irã e a ilha de Qeshm, localizada no estreito de Ormuz, bandeira do Irã e Donald Trump (Foto: Dado Ruvic/Reuters I Reuters)

247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (11) que forças militares norte-americanas iniciaram uma operação para “limpar” o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, e declarou que embarcações iranianas utilizadas para lançar minas foram destruídas. A informação foi divulgada em publicação nas redes sociais do próprio Trump, em meio à escalada do conflito com o Irã e aos impactos no mercado global de energia, segundo a agência Reuters.

O anúncio ocorre em um contexto de forte tensão na região, com relatos recentes sobre a presença de navios de guerra dos Estados Unidos no estreito e movimentações militares que indicam intensificação das operações no Golfo.

Na publicação, Trump afirmou: "Estamos agora começando o processo de limpeza do Estreito de Ormuz", acrescentando que "todos os 28 barcos iranianos de lançamento de minas também estão no fundo do mar". A declaração reforça o tom de vitória adotado pelo presidente em relação às ações militares contra o Irã.

Minutos antes da manifestação de Trump, começaram a surgir informações sobre a travessia de embarcações militares norte-americanas pela região. Um jornalista do site Axios, citando uma autoridade dos Estados Unidos não identificada, relatou que “vários” navios cruzaram o estreito no sábado. Pouco depois, a televisão estatal iraniana divulgou uma negativa de um representante militar do país.

Ao longo das últimas semanas, o Estreito de Ormuz — por onde passa uma parcela significativa do petróleo mundial — tem sido afetado pelo risco de ataques iranianos a embarcações comerciais. A situação levou, na prática, à interrupção parcial do fluxo marítimo, gerando instabilidade nos mercados de energia.

Mesmo com grande parte do petróleo transportado pela região não sendo destinada diretamente aos Estados Unidos, os preços da gasolina no país registraram alta, refletindo a sensibilidade global ao funcionamento do estreito.

Paralelamente às movimentações militares, representantes dos Estados Unidos e do Irã iniciaram neste sábado negociações mediadas pelo Paquistão, em Islamabad, em meio a um cessar-fogo considerado frágil no conflito em curso.

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