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EUA aceitam liberar US$ 6 bilhões em ativos do Irã, diz agência

Washington nega informação durante negociações em Islamabad

Bandeiras dos Estados Unidos e do Irã e um oleoduto impresso em 3D são vistos nesta ilustração, feita em 23 de março de 2026 (Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração)

247 - As negociações entre Estados Unidos e Irã ganharam um novo capítulo neste sábado (11), após uma fonte iraniana afirmar que Washington teria concordado em liberar bilhões de dólares em ativos congelados no exterior, em meio a tratativas realizadas em Islamabad. A informação, no entanto, foi rapidamente contestada por autoridades norte-americanas, que negaram a existência de qualquer acordo, informa a agência Reuters.

Uma fonte iraniana de alto escalão avaliou o suposto entendimento como um sinal de “seriedade” por parte dos Estados Unidos nas negociações em curso. De acordo com o relato, a liberação dos recursos fazia parte das exigências apresentadas por Teerã em mensagens enviadas a Washington.

A mesma fonte indicou que o desbloqueio dos ativos estaria diretamente relacionado a garantias sobre a segurança no Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o comércio global de petróleo e tema sensível nas discussões entre os dois países.

Apesar da declaração, um representante dos Estados Unidos rejeitou a versão iraniana, negando que qualquer compromisso tenha sido firmado para liberar os recursos.

Uma segunda fonte iraniana afirmou que o montante envolvido gira em torno de US$ 6 bilhões, valores originalmente congelados em 2018 após a retomada das sanções contra o Irã durante o governo de Donald Trump. Esses recursos têm origem em vendas de petróleo iraniano à Coreia do Sul e foram bloqueados em bancos do país asiático.

Em 2023, como parte de um acordo de troca de prisioneiros mediado pelo Catar, os fundos foram transferidos para contas em bancos catarianos. Na ocasião, autoridades dos Estados Unidos afirmaram que o uso do dinheiro seria limitado a fins humanitários, como a compra de alimentos, medicamentos e equipamentos médicos, sob supervisão do Departamento do Tesouro.

Após os ataques de 7 de outubro de 2023 contra Israel, atribuídos ao Hamas, aliado do Irã, o governo do presidente Joe Biden voltou a restringir o acesso aos recursos, reforçando que Teerã não poderia utilizá-los no curto prazo.

O Ministério das Relações Exteriores do Catar não comentou o caso até o momento, enquanto o impasse sobre os ativos permanece como um dos principais pontos de tensão nas negociações entre Washington e Teerã.

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