EUA deixam negociações sem acordo com Irã, afirma J.D. Vance
EUA mantêm pressão sobre programa nuclear
247 - As negociações entre Estados Unidos e Irã terminaram sem acordo após mais de 20 horas de discussões em Islamabad, no Paquistão, com Washington afirmando que Teerã não aceitou as condições apresentadas. O impasse mantém tensões elevadas em torno do programa nuclear iraniano e de disputas estratégicas como o controle do estreito de Ormuz.
As informações foram divulgadas pela Sputnik Brasil, com base em declarações do vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, que detalhou o resultado das tratativas.
Segundo Vance, apesar de avanços pontuais, não houve consenso final. “Passamos 21 horas negociando e mantivemos várias conversas substanciais com os iranianos. Essa é a boa notícia. A má notícia é que não chegamos a um acordo. Acredito que isso é muito pior para o Irã do que para os EUA”, afirmou durante coletiva de imprensa.
O vice-presidente dos Estados Unidos destacou que a proposta apresentada por Washington representava o limite das concessões possíveis. “Saímos daqui com uma proposta muito simples – um método de entendimento que é a nossa oferta final e melhor”, disse, acrescentando que o Irã optou por não aceitar os termos estabelecidos.
Mesmo diante do fracasso nas negociações, o governo americano mantém a expectativa de que Teerã assuma compromissos mais claros em relação ao seu programa nuclear. “A questão é simples: vemos um compromisso fundamental de vontade por parte dos iranianos em não desenvolver arma nuclear – não apenas agora, não apenas daqui a dois anos, mas a longo prazo? Ainda não vimos isso. Esperamos que sim”, declarou Vance.
Do lado iraniano, autoridades indicaram que o diálogo permanece aberto e que há disposição para seguir negociando em busca de uma solução para a guerra iniciada em 28 de fevereiro. A continuidade das tratativas sugere que, apesar das divergências, ambas as partes ainda enxergam espaço para avanços diplomáticos.
Entre os principais pontos de desacordo está o controle do estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. O Irã insiste em manter sua autoridade sobre a passagem e rejeita propostas de controle conjunto, posição que, segundo fontes envolvidas nas negociações, se consolidou como o principal obstáculo para um entendimento entre os países.
O impasse reforça a complexidade do cenário geopolítico na região, onde questões energéticas, militares e nucleares seguem interligadas e dificultam a construção de um acordo duradouro entre Washington e Teerã.


