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'EUA estão comprometidos em elevar laços de defesa com a Índia a um novo patamar', diz porta-voz do Departamento de Estado

Tommy Pigott classificou a relação entre Índia e Estados Unidos como “histórica” e baseada em “agendas ambiciosas orientadas por resultados”

Narendra Modi e Donald Trump (Foto: REUTERS/Kevin Lamarque)
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247 – O porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos Tommy Pigott reafirmou o compromisso de Washington em fortalecer uma parceria estratégica orientada por resultados com a Índia. Ele esclareceu que as relações dos EUA com Nova Délhi e Islamabad se sustentam por seus próprios méritos e não constituem uma “proposição de soma zero”. As informações foram divulgadas pela agência ANI neste sábado (30). 

As declarações de Pigott foram feitas em resposta a uma pergunta da ANI sobre a decisão dos Estados Unidos de modernizar a frota de caças F-16 do Paquistão, ao mesmo tempo em que classificam a Índia como seu parceiro estratégico mais importante.

O porta-voz assegurou que os EUA estão comprometidos em ampliar a cooperação em defesa com a Índia e em buscar novas oportunidades para elevar essa parceria a um novo nível.

“Valorizamos nossa relação tanto com a Índia quanto com o Paquistão. Essas relações se sustentam por seus próprios méritos e não são uma proposição de soma zero. E estamos comprometidos em continuar fortalecendo nossa ambiciosa parceria estratégica orientada por resultados com a Índia”, afirmou à ANI.

“No plano bilateral, continuamos ampliando nossa cooperação, especialmente na área de segurança e defesa, com o objetivo de promover um Indo-Pacífico livre e aberto, e temos orgulho desse trabalho. Também estamos vendo uma cooperação cada vez maior nos domínios aéreo, marítimo e terrestre, e buscamos novas oportunidades para levar nossa parceria de defesa ao próximo nível”, acrescentou.

Pigott também classificou a relação entre Índia e Estados Unidos como “histórica” e baseada em “agendas ambiciosas orientadas por resultados”. Ele citou o acordo recentemente concluído sobre minerais críticos e outras áreas de cooperação, como a defesa de uma região Indo-Pacífico aberta ao comércio e o combate ao narcotráfico.

“A relação entre nossas duas democracias é verdadeiramente histórica. Trata-se de uma parceria estratégica baseada nessas agendas ambiciosas e orientadas por resultados entre nossas duas nações. Isso inclui todas as entregas que vimos, inclusive na área de minerais críticos, na promoção de um Indo-Pacífico livre e aberto e no fortalecimento da cooperação para ampliar a consciência do domínio marítimo no combate ao narcotráfico e à pirataria. Essas são iniciativas que garantem que ambas as nossas nações possam ser livres e prósperas e realizar plenamente o potencial econômico existente entre elas”, declarou.

Durante a visita do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, à Índia, Washington e Nova Délhi assinaram um Marco Bilateral para Minerais Críticos, considerado um marco na parceria estratégica entre os dois países para garantir que os elementos essenciais para tecnologias avançadas e energia estejam disponíveis dentro de redes confiáveis.

Segundo comunicado da Embaixada dos Estados Unidos, o acordo se baseia nos trabalhos iniciados em fevereiro de 2026, durante reuniões de alto nível em Washington, quando Rubio lançou o Fórum de Engajamento Geoestratégico de Recursos (FORGE).

O comunicado acrescenta que “o governo dos Estados Unidos está mobilizando recursos sem precedentes para garantir cadeias de suprimento de minerais críticos, apoiando projetos com mais de US$ 30 bilhões em cartas de intenção, investimentos, empréstimos e outras formas de apoio em parceria com o setor privado”.

Ainda de acordo com o texto, esses investimentos, juntamente com o programa Pax Silica e o renovado engajamento diplomático e comercial dos EUA, estão gerando um efeito multiplicador ao mobilizar capital privado em volume muito superior aos gastos governamentais, o que deverá resultar em bilhões de dólares em novos projetos destinados a fortalecer as cadeias de suprimento.

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