Filipinas declaram emergência energética diante de impactos do conflito no Oriente Médio
Medida foi anunciada pelo governo de Ferdinand Marcos Jr. após risco ao abastecimento de combustíveis
247 - As Filipinas declararam estado de emergência energética nacional nesta terça-feira (24), diante dos efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o abastecimento de combustíveis. A decisão foi anunciada pelo presidente Ferdinand Marcos Jr., que classificou a situação como um risco iminente para o sistema energético do país. As informações são da RT Brasil.
Segundo o governo filipino, foi ativado o Pacote Unificado para Meios de Subsistência, Indústria, Alimentação e Transporte, conhecido como UPLIFT, com o objetivo de coordenar ações emergenciais diante da crise. A iniciativa reúne diferentes áreas da administração federal, sob liderança direta da presidência.
O cenário de alerta está relacionado à escalada das tensões no Oriente Médio, iniciadas pelas agressões dos EUA e Israel ao Irã, e ao bloqueio do Estreito de Ormuz, considerado uma das principais rotas globais de transporte de petróleo. A restrição no fluxo de combustíveis ameaça diretamente o fornecimento energético e a estabilidade econômica das Filipinas.
Cenário de escassez
Em entrevista à Bloomberg, Marcos afirmou que companhias aéreas do país já enfrentam dificuldades para abastecer aeronaves em aeroportos estrangeiros. “Esperamos que não, mas é uma possibilidade real”, disse, ao ser questionado sobre o risco de aviões ficarem em solo. Ele acrescentou que voos de longa distância tendem a ser mais impactados.
Diante do cenário, o governo filipino avalia diversificar fornecedores de energia. Atualmente, a Malásia é uma das principais fornecedoras de petróleo bruto, enquanto Japão e Coreia do Sul exportam combustíveis refinados ao país. Marcos indicou que também considera a possibilidade de adquirir recursos energéticos da Rússia.
Contexto do conflito
A crise energética ocorre no contexto da intensificação do conflito no Oriente Médio. Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel realizaram ataques contra o Irã, atingindo áreas da capital, Teerã. A ofensiva resultou no assassinato do líder supremo Ali Khamenei e de integrantes do alto escalão do país.
Em resposta, a nação persa lançou ataques com mísseis contra Israel e bases estadunidenses na região, ampliando a instabilidade. O conflito também se estendeu ao Líbano após o fim de um cessar-fogo, com novas ofensivas israelenses no território.


