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França pede reunião do Conselho de Segurança após mortes de soldados da UNIFIL no Líbano

Paris cobra investigação sobre ataques a forças de paz em meio à escalada do conflito

Conselho de Segurança da ONU (Foto: Global Times )

247 - A França solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU após a morte de soldados da missão de paz no Líbano, em meio à escalada do conflito entre Israel e o Hezbollah. O episódio intensifica a preocupação internacional com a segurança das forças da ONU e amplia a pressão por esclarecimentos sobre os ataques.

As informações foram divulgadas pela Al Jazeera, que relatou o apelo francês diante dos chamados “incidentes extremamente graves” envolvendo a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL).

De acordo com o governo francês, pelo menos três soldados da ONU foram mortos nesta semana, incluindo um militar da Indonésia. A morte do indonésio é considerada a primeira de um integrante da UNIFIL desde o início da nova fase do conflito, que teve início em 2 de março.

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, condenou os ataques e pediu responsabilização. “Ataques como esses perto de posições de manutenção da paz da ONU são inaceitáveis e injustificáveis”, afirmou. Ele também reforçou a necessidade de apuração rigorosa: a França exige “uma investigação completa sobre as circunstâncias dessas tragédias”.

A escalada da violência no sul do Líbano tem gerado um número crescente de vítimas civis e militares. Segundo o Ministério da Saúde libanês, ao menos 1.247 pessoas morreram e 3.680 ficaram feridas desde o início da ofensiva israelense na região.

A UNIFIL atua na área desde 1978, com a missão de monitorar o cessar-fogo e auxiliar na estabilidade da fronteira entre Líbano e Israel. No entanto, o avanço recente das hostilidades tem colocado as tropas em risco crescente, levantando questionamentos sobre a segurança das operações de paz em zonas de conflito ativo.

O pedido francês por uma reunião do Conselho de Segurança ocorre em um momento de forte tensão diplomática, com a comunidade internacional pressionada a responder à deterioração da situação no terreno e à exposição direta das forças da ONU a ataques letais.

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