HOME > Mundo

Governo Trump descumpre prazo e retém arquivos do caso Epstein

Democratas acusam Casa Branca de esconder arquivos ligados a Jeffrey Epstein

Uma foto sem data de Jeffrey Epstein com Donald Trump, divulgada pelo Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes dos EUA em 12 de dezembro de 2025. (Foto: Divulgação)

247 - O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou expirar o prazo legal para a liberação de arquivos relacionados ao caso do financista Jeffrey Epstein, ampliando as críticas sobre a condução das investigações e a transparência do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Até o momento, segundo o UOL, o órgão não apresentou justificativa pública para o descumprimento da determinação judicial.

No início de janeiro, o Departamento de Justiça informou que ainda analisava mais de dois milhões de arquivos possivelmente ligados a Epstein, indicando que o material se encontrava em diferentes etapas de revisão.

Departamento de Justiça ignora prazo judicial

Em carta enviada a um juiz federal em 6 de janeiro, o Departamento de Justiça afirmou que os documentos estavam “em diferentes fases de revisão”, sem indicar uma data para a conclusão do processo. Desde então, nenhuma nova manifestação oficial foi apresentada, mesmo após o vencimento do prazo legal estabelecido pela Justiça. Segundo parlamentares democratas, a demora reforça a falta de transparência do governo Trump em relação a um dos casos mais sensíveis da história recente dos Estados Unidos.

Democratas acusam Casa Branca de ocultar documentos

Integrantes do Partido Democrata passaram a acusar diretamente o governo Trump de tentar manter sob sigilo arquivos que poderiam revelar conexões entre o presidente dos Estados Unidos e o financista. Em publicação feita na rede social X, um comitê do partido declarou que “Trump e Pam Bondi [procuradora-geral dos EUA] querem mantê-las escondidas, mas não descansaremos até termos todos os arquivos. Divulguem os arquivos, AGORA”.

De acordo com o comitê, até agora foram divulgados cerca de 12.285 documentos, que somam mais de 125 mil páginas. Esse volume representa menos de 1% do total de arquivos que seguem sob análise do Departamento de Justiça.

Divulgação parcial gera indignação de vítimas

A condução do caso pelo governo Trump também provocou reação de vítimas de Epstein. No ano passado, a divulgação de registros com extensos trechos censurados e imagens ocultadas gerou indignação entre mulheres que denunciaram abusos cometidos pelo financista, reforçando cobranças por maior transparência. As críticas se intensificaram após a confirmação de que fotos relevantes para a investigação foram retiradas do material tornado público.

Governo defende retirada de imagens da investigação

O vice-procurador-geral dos Estados Unidos, Todd Blanche, defendeu a atuação do Departamento de Justiça e a decisão de remover imagens do conjunto de documentos, incluindo ao menos uma fotografia que mostrava Donald Trump. Em entrevista ao programa “Meet the Press”, da NBC, Blanche afirmou: “Havia preocupações com essas mulheres e com o fato de termos colocado essa foto. Então, retiramos essa foto. Não tem nada a ver com o presidente”. Ex-advogado pessoal de Trump, Blanche sustentou que a decisão teve como objetivo proteger as vítimas envolvidas no caso.

Artigos Relacionados

Artigos recomendados

Novo Desenrola vai permitir que os brasileiros voltem a respirar financeiramente, diz Lula
Incêndio e explosão atingem navio administrado pela Coreia do Sul no Estreito de Ormuz, diz Seul
Líder xiita do Líbano rejeita negociações com Israel enquanto conflito no sul persistir
Avião de Pedro Sánchez faz pouso não previsto na Turquia após falha técnica
Wellington Dias afirma que Flávio Bolsonaro bateu no teto das pesquisas