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Greve nacional nos EUA exige fim do ICE e denuncia violência contra imigrantes

Paralisação convocada por movimentos sociais pede suspensão total das atividades do órgão e responsabiliza agências federais por mortes

Manifestação contra o ICE perto do local onde Alex Pretti foi morto a tiros por agentes federais em Minneapolis, Minnesota, EUA 24 de janeiro de 2026 REUTERS/Tim Evans (Foto: REUTERS/Tim Evans)

247 - Uma mobilização nacional convocada por movimentos sociais e organizações de defesa dos direitos dos imigrantes levou à convocação de uma greve nacional em diversas cidades dos Estados Unidos, com a proposta de uma paralisação total das atividades. A iniciativa propõe a interrupção de trabalho, aulas e consumo como forma de pressionar pelo encerramento das operações do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), acusado de promover ações que espalham medo entre comunidades imigrantes.

De acordo com a agência Prensa Latina, a convocação à greve ganhou força após episódios recentes de violência atribuídos a agentes federais. Em comunicado divulgado em seu site oficial, os organizadores afirmam que a mobilização surgiu em resposta a mortes ocorridas durante ações repressivas e está diretamente ligada à exigência de “Parar de financiar o ICE”.

No texto, o movimento critica a narrativa de setores conservadores e do governo federal. “Enquanto Donald Trump e outros políticos de direita os difamam como 'terroristas', os vídeos mostram claramente que eles foram baleados em plena luz do dia por exercerem seu direito de protestar”, afirma o comunicado, ao mencionar o presidente dos Estados Unidos e aliados políticos.

A expectativa é de que manifestações e protestos ocorram nesta sexta-feira (30), em várias regiões do país, incluindo Minneapolis e Saint Paul, no estado de Minnesota, além de Nova York. Uma publicação do The People's Forum destacou que a cidade de Nova York deve concentrar atos na Foley Square, tradicional ponto de manifestações no centro de Manhattan.

A mesma publicação reforçou o chamado à mobilização nacional, citando os protestos anteriores em Minnesota. “Minnesota nos mostrou o caminho: é hora de paralisarmos tudo no país. Não há como agir normalmente enquanto o ICE aterroriza nossas comunidades. FORA ICE EM TODOS OS LUGARES!”, diz o texto divulgado nas redes sociais.

Os organizadores responsabilizam diretamente o ICE, a Patrulha da Fronteira e outras agências federais por operações descritas como “sequestros” de residentes e por práticas que, segundo eles, instauram um clima permanente de terror. “É hora de nos unirmos e dizermos basta”, conclui o comunicado oficial do movimento.

Entre as principais reivindicações da greve estão o fim do financiamento do ICE, a busca por justiça para pessoas mortas ou detidas pela agência federal e a suspensão completa de suas operações em todo o território norte-americano. O apelo nacional se intensificou após protestos massivos em Minnesota, onde uma greve geral semelhante levou ao fechamento de centenas de empresas, em meio à indignação popular pelo assassinato de Renee Good, baleada por um agente do ICE em 7 de janeiro.

A tensão aumentou ainda mais no último sábado, quando Alex Pretti foi morto por agentes da Patrulha da Fronteira ao tentar defender uma mulher durante uma manifestação contra o ICE em Minneapolis, episódio que ampliou a repercussão do movimento e fortaleceu a convocação para a paralisação nacional.

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