HOME > Mundo

Hegseth ameaça Cuba e diz que ilha não resistiria a confronto com os EUA

Secretário de Defesa de Trump faz declaração durante visita a Guantánamo, em meio à intensificação da pressão de Washington sobre Havana

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, discursa para militares na base naval dos EUA na Baía de Guantánamo, em Cuba, em imagem extraída de vídeo gravado em 10 de junho de 2026 (Foto: REUTERS/Phil Stewart)
Selo Fonte Preferida no Google do Brasil 247

247 - O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, ameaçou Cuba nesta quarta-feira (10) ao afirmar que a ilha enfrentaria um confronto que não conseguiria suportar caso buscasse adquirir armamentos capazes de atingir o território estadunidense ou a base naval de Guantánamo. As declarações foram feitas durante visita à instalação militar mantida pelos EUA em território cubano. As informações são da agência Reuters.

"Seria imprudente para o governo de Cuba tentar adquirir ou obter acesso aos tipos de armas que poderiam alcançar esta base ou o território dos Estados Unidos", afirmou Hegseth. Na sequência, acrescentou: "Eles estariam convidando um tipo de confronto que não apenas não desejam, mas que não poderiam suportar. Nenhum país na Terra pode igualar as capacidades dos Estados Unidos da América".

Apesar do tom ameaçador, o secretário afirmou que Washington ainda espera construir uma relação positiva com Havana. Segundo ele, os Estados Unidos desejam que, em breve, possam ser amigos da liderança cubana.

A visita ocorre em meio ao aumento da pressão do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre Cuba. Nos últimos meses, autoridades de alto escalão do governo estadunidense intensificaram contatos e movimentações relacionadas à ilha.

Menos de duas semanas antes da visita de Hegseth, o comandante do Comando Sul dos Estados Unidos para a América Latina, Francis Donovan, esteve em Guantánamo e participou de reuniões com um general cubano na área de perímetro da base. Em maio, o diretor da CIA, John Ratcliffe, também realizou uma rara visita a Havana.

Pressão dos EUA

Durante a visita, Hegseth afirmou que o Departamento de Guerra fornecerá ao comandante-em-chefe todas as opções necessárias diante de eventuais cenários envolvendo Cuba. O governo Trump tem mencionado "mudanças políticas" em Cuba entre os objetivos de sua política externa no segundo mandato.

As relações entre Cuba e Estados Unidos permanecem marcadas por décadas de antagonismo desde a Revolução Cubana de 1959, liderada por Fidel Castro. O governo Trump também tem ampliado medidas de pressão econômica e diplomática contra Havana, mantendo o bloqueio criminoso imposto à ilha. Em 20 de maio, autoridades estadunidenses apresentaram acusações de homicídio contra o ex-presidente cubano Raúl Castro.

Venezuela

Ao comentar a Venezuela, Hegseth afirmou que novidades serão anunciadas em breve sobre ações dos Estados Unidos contra grupos que classificou como organizações terroristas ligadas ao narcotráfico. "Há grandes notícias saindo da Venezuela muito em breve sobre esse assunto, porque agora temos um parceiro na Venezuela disposto a trabalhar com os Estados Unidos", disse.

Artigos Relacionados