HOME > Mundo

Hegseth diz que fim da 'guerra' no Irã "está próximo" e pede "orações de joelhos em nome de Jesus"

Secretário de Defesa dos EUA afirma que não há prazo para encerrar o conflito e critica imprensa ao defender agressões contra o Irã

Pete Hegseth no Pentágono 2/3/2026 REUTERS/Elizabeth Frantz (Foto: REUTERS/Elizabeth Frantz)

247 - O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta quinta-feira (19) que o país se aproxima do fim da guerra no Irã, embora ainda não exista um cronograma definido para encerrar o conflito. Segundo ele, não há previsão oficial para o término das operações, apesar de indicar que esse momento “está próximo”. 

A fala do chefe do Pentágono ocorre em meio a mudanças no discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a duração da guerra. Inicialmente apresentada como uma campanha de poucas semanas, a ofensiva passou a ter prazo indefinido. Nos últimos dias, Trump afirmou que o país ainda não está pronto para encerrar o conflito, embora isso deva ocorrer em breve.

Durante a entrevista, Hegseth criticou a cobertura da imprensa e rejeitou a ideia de que a operação militar possa se transformar em uma nova “guerra sem fim”, expressão frequentemente associada a conflitos prolongados dos EUA no Oriente Médio. “A imprensa precisa falar a verdade. Nós estamos vencendo”, declarou.

O secretário também fez críticas às intervenções conduzidas nas gestões dos ex-presidentes George W. Bush e Barack Obama, ao afirmar que o atual mandatário possui maior domínio estratégico. Segundo ele, os objetivos da ofensiva permanecem os mesmos desde o início: neutralizar mísseis instalados em bases iranianas e impedir que o país desenvolva armamento nuclear.

O conflito já dura 19 dias e resultou na morte de 13 militares norte-americanos. Em meio ao cenário de tensão, Hegseth adotou um tom religioso ao pedir que a população dos Estados Unidos reze pelas tropas. Ele solicitou que as orações sejam feitas “de joelhos” e “em nome de Jesus Cristo”.

O secretário também afirmou que países ao redor do mundo, incluindo nações europeias que não aderiram à ofensiva, deveriam reconhecer a atuação dos Estados Unidos. Ele classificou alguns desses aliados como “ingratos” por não apoiarem as ações militares lideradas por Trump.

Hegseth relatou ainda encontros com familiares dos soldados mortos no conflito. De acordo com ele, os parentes pediram que o governo norte-americano leve a missão até o fim, como forma de honrar o sacrifício dos militares. Segundo o secretário, a continuidade das operações é vista como essencial para garantir que os objetivos estratégicos sejam plenamente alcançados.

Artigos Relacionados