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Hezbollah entra na guerra ao lado do Irã e dispara foguetes contra Israel

Ofensiva amplia conflito no Oriente Médio, com ataques no Líbano, Chipre, Kuwait e possíveis alvos na Arábia Saudita

Apoiadores do Hezbollah no Líbano (Foto: Xinhua/Bilal Jawich)

247 - A escalada militar no Oriente Médio ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (2), com o Hezbollah anunciando sua entrada na guerra ao lado do Irã e lançando foguetes contra Israel. O exército israelense realizou ataques no território libanês, ampliando o alcance regional do confronto.

As informações foram publicadas em cobertura ao vivo pelo jornal israelense Haaretz, que acompanha os desdobramentos do conflito e os impactos em diferentes países da região. A movimentação ocorre em meio a uma crescente tensão envolvendo também alvos estratégicos fora do eixo Israel-Irã.

No Chipre, a base aérea britânica de Akrotiri, pertencente à RAF (Força Aérea Real Britânica), foi atingida durante a madrugada por um drone não tripulado do tipo Shahed. O ataque provocou apenas danos materiais leves, segundo o presidente do Chipre, Nikos Christodoulides.

Em comunicado, Christodoulides ressaltou que o país não está envolvido na guerra. “Quero deixar claro: nosso país não participa de forma alguma e não pretende fazer parte de nenhuma operação militar”, afirmou.

No Kuwait, testemunhas relataram ter visto fumaça nas proximidades da embaixada dos Estados Unidos. Segundo uma delas, a fumaça foi observada sobre um bairro onde está localizada a representação diplomática norte-americana, apesar das recomendações para que cidadãos americanos evitassem a área. Até o momento, não houve confirmação oficial sobre a natureza do incidente.

Também surgiram relatos ainda não confirmados de que Ras Tanura, na Arábia Saudita — responsável por grande parte das exportações de petróleo do país — teria sido alvo de ataques. Caso confirmada, a ofensiva representaria um movimento estratégico relevante, ao indicar que o Irã estaria mirando infraestruturas de exportação de petróleo a montante, em vez da região do Estreito de Ormuz.

Ainda não há informações sobre possíveis impactos no projeto de gás natural liquefeito (GNL) de Ras Laffan, no Catar.

Com o envolvimento direto do Hezbollah e a multiplicação de pontos de tensão, o conflito assume proporções cada vez mais amplas, elevando o risco de desestabilização em toda a região e afetando áreas estratégicas para o abastecimento energético global.

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