Hungria escolheu Europa, afirma Ursula von der Leyen
Presidente da UE e líderes europeus celebram resultado que pode encerrar ciclo político de Viktor Orbán
247 - A vitória do partido de oposição Tisza nas eleições legislativas da Hungria, neste domingo (12), provocou uma reação imediata de líderes europeus, que destacaram o impacto político do resultado para o país e para o futuro da União Europeia (UE). Com base em 46% dos votos apurados, a legenda de centro-direita e alinhada ao bloco europeu aparece com maioria de dois terços no Parlamento.
De acordo com informações publicadas pelo jornal Valor Econômico, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o resultado sinaliza uma mudança de rumo. “O coração da Europa bate mais forte na Hungria esta noite”, escreveu. “A Hungria escolheu a Europa. Um país retoma seu caminho europeu. A União se fortalece.”
Os dados preliminares indicam que o partido liderado por Peter Magyar conquistou 135 cadeiras no Parlamento, composto por 199 assentos, superando o Fidesz, do atual primeiro-ministro Viktor Orbán, que governa o país há 16 anos. Caso o resultado se confirme, a mudança pode alterar significativamente o posicionamento da Hungria dentro da UE, inclusive em temas como a guerra na Ucrânia.
A reação internacional foi imediata. O presidente da França, Emmanuel Macron, informou que entrou em contato com o líder oposicionista após o resultado. “Acabei de falar com Peter Magyar para parabenizá-lo por sua vitória na Hungria!”, declarou. “A França saúda o que foi uma vitória em termos de participação popular no processo democrático, e uma vitória que demonstra o apego do povo húngaro aos valores da UE e ao papel da Hungria na Europa.”
O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, também manifestou expectativa de cooperação com o novo cenário político. “Estou ansioso para trabalhar com vocês. Vamos unir forças por uma Europa forte, segura e, acima de tudo, unida”, afirmou.
No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer classificou o resultado como um marco. “Parabéns, Peter Magyar, pela sua vitória eleitoral. Este é um momento histórico, não só para a Hungria, mas para a democracia europeia”, disse.
Outros líderes europeus destacaram o impacto mais amplo da eleição. O primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, afirmou esperar “cooperação estreita e construtiva na busca da paz e da estabilidade, da democracia e do Estado de direito em nosso continente”. Já o premiê finlandês, Petteri Orpo, avaliou que o resultado reflete a “vontade” da Hungria de ser um membro “ativo” da UE e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), acrescentando que a eleição “dá à Hungria a oportunidade de retornar à nossa comunidade”.
Na Estônia, o primeiro-ministro Kristen Michal classificou a decisão como “histórica”, afirmando que os húngaros optaram por um país “livre” e “forte” em uma Europa “unida”. O presidente da Lituânia, Gitanas Nausėda, também destacou o resultado como uma “grande vitória para a Hungria”.


