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Hungria vai cortar gás à Ucrânia em meio a interrupção do fornecimento de petróleo, diz Orbán

Governo húngaro diz que pretende apresentar proposta "em breve" para garantir a segurança energética do país

O oleoduto Druzhba entre a Hungria e a Rússia é visto na Refinaria Danúbio do Grupo MOL húngaro, em Százhalombatta, Hungria, em 18 de maio de 2022 (Foto: REUTERS/Bernadett Szabo/Foto de arquivo)

247 - O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, afirmou nesta quarta-feira (25) que pretende apresentar "em breve" uma proposta ao governo após a interrupção do fornecimento de petróleo à Hungria pelo oleoduto Druzhba, situação que já dura cerca de um mês. Segundo o premiê, a medida busca garantir a segurança energética do país diante do bloqueio. As informações são da RT Brasil.

"Para romper o bloqueio do petróleo e garantir o fornecimento seguro de energia da Hungria, uma nova medida é necessária", declarou Orbán. Ele também anunciou que o país vai interromper gradualmente o envio de gás à Ucrânia e que o volume remanescente será armazenado internamente. "Enquanto a Ucrânia não nos fornecer petróleo, não receberá gás da Hungria", afirmou.

O líder húngaro também acusou as autoridades ucranianas de tentar atingir o gasoduto TurkStream, rota por onde o gás russo chega ao território húngaro. "É por isso que, em vez de encher os tanques dos ucranianos, agora vamos encher os depósitos de gás húngaros", disse.

Tensões em torno do Druzhba

No fim de agosto e início de setembro de 2025, ataques com drones e mísseis atingiram o oleoduto Druzhba em território russo, provocando a suspensão do fornecimento de petróleo à Hungria e à Eslováquia. Kiev atribuiu a paralisação a danos causados por ações russas, enquanto Budapeste e Bratislava acusaram autoridades ucranianas de chantagem política.

Duas semanas antes, Hungria e Eslováquia haviam suspendido o fornecimento de diesel à Ucrânia. Em meio ao impasse, o governo húngaro também bloqueou um empréstimo de 90 bilhões de euros aprovado na União Europeia para Kiev e ameaçou interromper o envio de gás natural e eletricidade. Budapeste ainda travou a aprovação de um novo pacote de sanções contra a Rússia.

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