Irã: Acadêmicos, intelectuais e ativistas lançam abaixo-assinado
O recente acordo de cessar-fogo foi violado por Israel em poucas horas e a retomada da carnificina é uma possibilidade real
247 - Os EUA e Israel atacaram de forma traiçoeira o povo iraniano, bombardeando escolas, universidades, hospitais, infraestrutura civil e sítios históricos, inclusive ameaçando exterminar a sua civilização!
O recente acordo de cessar-fogo foi violado por Israel em poucas horas e a retomada da carnificina é uma possibilidade real. O mundo não pode calar-se!
Nesta quinta-feira (09), 323 acadêmicos, intelectuais e ativistas lançaram um abaixo-assinado que exige o fim da agressão militar ao Irã, o respeito à dignidade do povo iraniano e à sua soberania.
Neste link você pode manifestar seu apoio, aderindo à iniciativa. Assine e divulgue. Leia, a seguir, a íntegra do texto que justifica o abaixo-assinado.
Abaixo-assinado sobre a agressão contra o Irã: acadêmicos, intelectuais, artistas e lideranças sociais e políticas repudiam crimes contra a humanidade
Violando todas as normas do Direito internacional e a Carta da ONU, os Estados Unidos e Israel iniciaram, em 28 de fevereiro, uma guerra contra o Irã, sem qualquer provocação e em meio a tratativas diplomáticas.
Em flagrante desrespeito às noções básicas da ética e da moralidade e às disposições da Convenção de Genebra e de seus protocolos adicionais – que proíbem estritamente ataques contra civis e contra a infraestrutura civil – as forças agressoras estão bombardeando escolas, universidades, hospitais e equipamentos urbanos indispensáveis à vida cotidiana do povo iraniano.
O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaça explicitamente levar o milenar país persa – um dos berços mais fecundos da cultura em toda a história humana – “de volta à Idade da Pedra” e ameaça, sem meias palavras, que “uma civilização inteira morrerá”.
Tais fatos configuram inequívocos crimes de guerra e crimes de lesa-humanidade.
Os signatários, em nome dos valores essenciais do humanismo, exigem o fim da agressão militar ao Irã e o respeito à dignidade do povo iraniano e à soberania nacional do Irã.

