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Irã acusa EUA e Israel de ataques a quase 10 mil alvos civis

Teerã afirma que ataques atingiram áreas residenciais, escolas e hospitais enquanto conflito se intensifica e já deixou mais de 1.300 mortos

Equipes de resgate trabalham nos escombros de prédios residenciais após ataques aéreos em Teerã (Foto: Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano/Divulgação via Reuters)

247 - A guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã continua a se intensificar, com ataques atingindo múltiplos pontos do território iraniano e ampliando o risco de uma escalada regional. Autoridades de Teerã afirmam que quase 10 mil locais civis já foram atingidos desde o início da ofensiva, incluindo áreas residenciais, hospitais e escolas.

De acordo com informações divulgadas pela Al Jazeera, autoridades iranianas e correspondentes no país relatam uma sequência de ataques que têm atingido tanto instalações militares quanto infraestrutura civil na capital, Teerã, e em outras regiões do país.

Mortes e destruição

Segundo relatos locais, a capital iraniana tem enfrentado uma série contínua de bombardeios e ataques aéreos. Delegacias de polícia, quartéis militares e instalações ligadas ao setor petrolífero estão entre os alvos atingidos.

Áreas residenciais também foram impactadas. Escolas e hospitais aparecem entre os locais afetados, ampliando a preocupação com o impacto humanitário da guerra.

Dados recentes indicam que mais de 1.300 pessoas morreram desde o início da escalada militar.

Irã promete resposta a ataques

O porta-voz das Forças Armadas iranianas, Abolfazl Shekarchi, afirmou que o país responderá aos ataques que atingiram zonas residenciais.

Segundo a agência Defapress, o militar declarou que o Irã reagirá às ofensivas conduzidas por Estados Unidos e Israel contra áreas habitadas.

Nova ofensiva iraniana contra Israel

Autoridades iranianas informaram que o país realizou a 37ª onda de ataques retaliatórios contra alvos israelenses.Segundo os relatos, os bombardeios duraram cerca de três horas e envolveram o míssil hipersônico Khorramshahr-4, também conhecido como Kheibar, descrito por Teerã como uma de suas armas mais avançadas.

Os ataques teriam atingido alvos em Tel Aviv, incluindo um centro de comunicações por satélite, além de instalações militares em Jerusalém e outros locais associados aos Estados Unidos na região.

Para analistas e autoridades locais, a sequência de ações militares indica que o cenário está distante de qualquer processo de desescalada.

Tensão se espalha

Os efeitos da guerra também são sentidos em outros países do Oriente Médio. Em Doha, no Catar, interceptações de drones tornaram-se cada vez mais frequentes.

Explosões causadas pela destruição desses dispositivos no ar passaram a fazer parte da rotina local, ocorrendo em diferentes momentos do dia após alertas de defesa aérea.

Incidentes marítimos

A tensão no Golfo Pérsico também atingiu rotas estratégicas de navegação. As forças militares do Reino Unido informaram que um navio de carga pegou fogo no Estreito de Ormuz após ser atingido por um projétil de origem desconhecida.

A tripulação iniciou a evacuação da embarcação e solicitou assistência.

Em território iraniano, autoridades afirmaram que um drone atribuído aos Estados Unidos e a Israel foi abatido na cidade de Kerman, localizada na região central do país.

Alerta energético global

O conflito também provoca preocupação nos mercados internacionais de energia. A Agência Internacional de Energia (IEA) iniciou discussões com diversos países sobre a possibilidade de liberar reservas estratégicas de petróleo para conter a alta dos preços do petróleo.

A Coreia do Sul confirmou que participa das conversas, embora ainda não tenha definido qual posição adotará.

Incidente no Catar

Mais cedo, o Ministério da Defesa do Catar informou que um ataque com míssil foi interceptado pelas defesas do país. Posteriormente, as autoridades afirmaram que “a ameaça à segurança foi eliminada e a situação voltou ao normal”.

O episódio evidencia como a guerra dos EUA e Israel contra o Irã amplia o risco de instabilidade em todo o Oriente Médio, com impactos que já se estendem para a segurança regional, o comércio marítimo e os mercados globais de energia.

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