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Irã adverte Israel por violações do cessar-fogo no Líbano e diz que vai retaliar se ataques continuarem

Teerã afirma que Israel violou acordo 84 vezes

Israel ataca Lìbano (Foto: REUTERS/Stringer)
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247 - O Irã acusou Israel de violar o cessar-fogo no Líbano 84 vezes desde que um memorando de entendimento foi acordado entre Teerã e os Estados Unidos, e afirmou que poderá dar uma “resposta dura” caso os ataques israelenses no território libanês continuem.

De acordo com a Al Jazeera, o alerta iraniano foi feito após forças israelenses matarem quatro pessoas no sul do Líbano, em meio a críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Trump afirmou que Netanyahu precisa ser “mais responsável” no Líbano.

A tensão aumentou em paralelo a uma denúncia da Anistia Internacional, que acusou o Exército israelense de promover deslocamentos forçados em massa no Líbano. Segundo a organização de direitos humanos com sede no Reino Unido, as ordens impostas pelas forças israelenses configuram “crimes de guerra” à luz do direito internacional.

“Em partes do sul do Líbano, o deslocamento forçado de civis pelo Exército israelense e a prevenção de seu retorno equivalem a transferência ilegal — o que é um crime de guerra”, afirmou a Anistia Internacional em comunicado.

A organização disse ainda que o Exército israelense “expandiu radicalmente” o uso dessas ordens, deslocando centenas de milhares de pessoas em diferentes áreas do Líbano. Para a entidade, a medida transformou comunidades inteiras em populações impedidas de retornar a suas casas.

“Em vez de arrancar comunidades à força e designar extensas áreas de terras libanesas como ‘zonas proibidas’ para civis, as forças israelenses devem se retirar imediatamente do território libanês”, declarou Kristine Beckerle, vice-diretora regional da Anistia Internacional para o Oriente Médio e Norte da África.

Segundo a Anistia, os militares israelenses declararam cerca de 4,6% do território libanês como “zona proibida” em 28 de novembro de 2024, um dia após a entrada em vigor de um cessar-fogo anterior.

A área restrita teria sido ampliada em 2026. Três dias depois do anúncio de um cessar-fogo em 17 de abril, a zona passou a abranger cerca de 6% do país e foi designada como área de “Defesa Avançada”, com moradores impedidos de retornar a várias aldeias que antes abrigavam dezenas de milhares de civis.

Autoridades libanesas afirmam que Israel, que conduz uma ampla ofensiva no país desde 2 de março, matou mais de 3,8 mil pessoas, feriu outras 11,85 mil e deslocou mais de 1 milhão de habitantes.

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