Irã critica Macron após ataques e reação militar no conflito com Israel e EUA
Chanceler iraniano acusa presidente francês de omissão e denuncia seletividade em condenações após ofensivas contra infraestrutura energética
247 - O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, criticou duramente o presidente da França, Emmanuel Macron, em meio à escalada de tensões envolvendo ataques atribuídos a Israel e aos Estados Unidos contra alvos iranianos, incluindo instalações energéticas estratégicas.
As declarações foram feitas após uma publicação de Macron na rede social X, na qual o líder francês defendeu uma moratória contra ataques a infraestruturas civis. A resposta de Araghchi foi divulgada em meio à repercussão internacional dos recentes bombardeios e da retaliação iraniana.
Araghchi acusou Macron de não condenar ações anteriores contra o Irã e questionou a coerência da posição francesa. “Macron não disse uma única palavra de condenação à guerra de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã. Ele não condenou Israel quando explodiu depósitos de combustível em Teerã, expondo milhões de pessoas a substâncias tóxicas”, afirmou o chanceler iraniano.
O ministro também criticou o momento da preocupação expressa pelo presidente francês.“A ‘preocupação’ atual dele não veio após o ataque de Israel às nossas instalações de gás. Ela veio após a nossa retaliação. Lamentável!”, declarou.
Além das críticas diretas a Macron, Araghchi mencionou um pacote de financiamento militar que estaria sendo discutido nos Estados Unidos. Segundo ele, a proposta de US$ 200 bilhões solicitada pelo Pentágono para o conflito com o Irã configuraria um “imposto Israel em primeiro lugar’”, sugerindo prioridade estratégica em favor de Israel.
As declarações ocorrem em um cenário de crescente tensão no Oriente Médio, marcado por ataques a infraestruturas críticas, incluindo o maior campo de gás natural do mundo, e pela troca de acusações entre potências regionais e ocidentais. A escalada levanta preocupações sobre impactos econômicos globais e riscos à segurança energética internacional.


