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Macron pede trégua após ataques a instalações de energia e dialoga com Trump e emir do Catar

Presidente francês alerta para risco à população civil e à segurança energética global após escalada no Oriente Médio

O presidente da França, Emmanuel Macron, em Paris - 14/07/2025 (Foto: REUTERS/Gonzalo Fuentes)

247 – O presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu a adoção imediata de uma trégua nos ataques a infraestruturas civis, especialmente no setor de energia, após a intensificação da crise no Oriente Médio. A declaração foi feita em publicação oficial, após conversas com o emir do Catar e com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo Macron, os contatos ocorreram após ataques que atingiram instalações de produção de gás no Irã e no Catar, ampliando o risco de desestabilização energética global e agravando a situação humanitária na região.

O presidente francês afirmou: “Acabo de falar com o emir do Catar e com o presidente Trump após os ataques que atingiram instalações de produção de gás no Irã e no Catar hoje”.

Macron destacou que a proteção de infraestruturas essenciais deve ser prioridade diante da escalada militar. Em sua mensagem, ele fez um apelo direto pela contenção do conflito: “É do nosso interesse comum implementar, sem demora, uma moratória sobre ataques contra infraestruturas civis, particularmente instalações de energia e abastecimento de água”.

O líder francês também ressaltou os impactos diretos sobre a população civil e o sistema energético global, já pressionado pela guerra. Segundo ele, “as populações civis e suas necessidades essenciais, assim como a segurança do abastecimento de energia, devem ser protegidas da escalada militar”.

A manifestação ocorre em meio ao agravamento das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que já provocam forte volatilidade nos mercados de energia e elevam o temor de um choque global no fornecimento de petróleo e gás.

A fala de Macron reforça a preocupação de líderes internacionais com o risco de que ataques a infraestruturas críticas ampliem não apenas os danos humanitários, mas também as consequências econômicas globais, especialmente em um momento de forte pressão sobre os preços da energia.

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