Irã decreta 40 dias de luto e promete resposta dura contra o assassinato de Khamenei
Presidente Masoud Pezeshkian classifica morte como “grande crime”, anuncia feriado nacional e afirma que crime “jamais ficará sem resposta”
247 – O governo do Irã decretou 40 dias de luto oficial após o assassinato do líder supremo aiatolá Ali Khamenei e prometeu uma resposta dura contra os responsáveis pelo crime. As informações foram divulgadas pela rede Al Jazeera, que citou comunicado oficial da Presidência iraniana.
O presidente Masoud Pezeshkian classificou o assassinato como um “grande crime” e afirmou que o episódio marcará uma nova etapa na história do mundo islâmico e do xiismo.
“Jamais ficará sem resposta”
Em nota oficial, Pezeshkian declarou:
"Este grande crime jamais ficará sem resposta e abrirá uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo. O sangue puro deste líder de alto escalão fluirá como uma fonte impetuosa e erradicará a opressão e o crime americano-sionistas."
A declaração eleva o tom contra Estados Unidos e Israel, em um momento de forte tensão regional.
O presidente iraniano também afirmou que os autores e os mandantes do assassinato irão “se arrepender” do que fizeram.
"Desta vez também, com toda a nossa força e determinação, com o apoio da nação islâmica e dos povos livres do mundo, faremos os perpetradores e comandantes deste grande crime se arrependerem."
Feriados e mobilização nacional
Além dos 40 dias de luto, o governo iraniano decretou sete dias de feriado público. A medida reforça o caráter excepcional da crise e indica mobilização institucional e simbólica em torno da liderança do país.
O assassinato de Khamenei representa um marco histórico para o Irã e pode desencadear desdobramentos políticos e geopolíticos de grande alcance no Oriente Médio, em meio à já delicada conjuntura regional.


