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Irã demonstra resistência e presidente afirma que bases inimigas estão sendo destruídas

Masoud Pezeshkian promete resposta contundente após ataque de EUA e Israel e confirma que forças iranianas seguem em ofensiva

Presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, durante entrevista coletiva em Teerã 19/02/2025 (Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS)

247 – O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste domingo (1º) que o país já está reagindo militarmente à ofensiva lançada por Israel e pelos Estados Unidos, declarando que as bases inimigas estão sendo destruídas. As informações foram divulgadas pela RT Brasil, que relatou a escalada do confronto no Oriente Médio após os ataques do último sábado (28).

Em pronunciamento à nação, Pezeshkian declarou: "As Forças Armadas da República Islâmica do Irã estão destruindo com força as bases inimigas e continuarão a fazê-lo, frustrando seus adversários".

O presidente também se manifestou sobre a morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, ocorrida durante a operação conjunta entre Estados Unidos e Israel. "O grande martírio do líder supremo, Ali Khamenei, pelas mãos de Israel e do criminoso EUA foi um desastre para o nosso país", afirmou.

Segundo ele, o país atravessa um momento decisivo. "Com sua partida, este caminho definitivamente não permanecerá tranquilo. EUA e Israel precisam saber que isso só trará destruição. E nossa querida nação, que hoje chora a morte deste grande mártir, deve se unir nas mesquitas e nas ruas para frustrar os planos malignos dos inimigos".

Reiterando o tom de resistência, acrescentou: "As Forças Armadas da República Islâmica do Irã estão agindo e continuarão agindo para esmagar as bases inimigas e, como sempre, os inimigos ficarão decepcionados".

Escalada militar no Oriente Médio

No sábado (28), Israel lançou um ataque de grande escala contra o território iraniano, alegando a necessidade de "eliminar as ameaças ao Estado" israelense. Explosões foram registradas em diferentes áreas de Teerã, com relatos de impactos de mísseis.

Posteriormente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — atual presidente norte-americano — confirmou a participação do país na ofensiva. Em declaração pública, afirmou: "Bombas cairão por toda parte".

Os ataques ocorreram após sucessivas pressões de Washington e Tel Aviv para que o Irã alterasse seu programa nuclear. O governo iraniano, por sua vez, sempre sustentou que seu programa tem caráter pacífico e que o país possui o direito soberano de desenvolvê-lo.

Além do aiatolá Ali Khamenei, altos oficiais do governo iraniano também morreram durante a ofensiva, ampliando o impacto político e institucional do episódio.

Retaliação e novos ataques na região

Em resposta, o Irã lançou diversas ondas de mísseis balísticos contra Israel e contra bases americanas instaladas em países do Oriente Médio.

A Guarda Revolucionária Islâmica anunciou que as Forças Armadas iranianas prepararão a operação ofensiva mais devastadora de sua história contra Israel e os Estados Unidos.

No Iraque, o Consulado dos Estados Unidos e a base militar de Al-Harir, localizados na cidade de Erbil, na região semiautônoma do Curdistão, foram atacados, segundo informou a agência iraniana Tasnim.

Explosões foram ouvidas nas proximidades do aeroporto internacional de Erbil. Sistemas de defesa aérea dos Estados Unidos teriam derrubado pelo menos dois drones sobre a cidade, enquanto o alarme de segurança do consulado foi acionado.

O cenário aponta para uma escalada significativa do conflito no Oriente Médio, com operações militares em andamento e declarações firmes de ambos os lados, indicando que a crise ainda está longe de um desfecho diplomático.

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