HOME > Mundo

Irã diz estar pronto para responder a qualquer agressão e que os EUA ficarão surpreendidos

Mohammad Ghalibaf diz que o Irã tem capacidade para o confronto

Mohammad Bagher Ghalibaf (Foto: Reuters)
Selo Fonte Preferida no Google do Brasil 247

247 - O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou nesta segunda-feira (11), que o Irã está pronto para responder aos EUA em meio ao impasse sobre cessar-fogo e alertou que Washington será “surpreendido” caso haja uma nova agressão contra o país, informa a Al Jazeera.

A declaração amplia a tensão em torno das negociações entre Teerã e Washington, marcadas por divergências sobre o fim da guerra, o Estreito de Hormuz e o programa nuclear iraniano.

Ghalibaf declarou que as Forças Armadas iranianas estão preparadas para dar uma resposta “exemplar” a qualquer ataque. “Nossas forças armadas estão preparadas para dar uma resposta exemplar a qualquer agressão”, escreveu o dirigente iraniano nas redes sociais. “Uma estratégia baseada em erros de cálculo e decisões equivocadas sempre produzirá resultados equivocados; o mundo inteiro já entendeu isso. Estamos preparados para qualquer opção. Eles serão surpreendidos”, acrescentou.

Contexto de impasse diplomático

A fala ocorre em um momento de forte tensão entre Irã e Estados Unidos, que chamou de “estúpida” a proposta de acordo de paz do Irã. Trump afirmou que o cessar-fogo estava “respirando por aparelhos”, enquanto Teerã insistia em condições consideradas centrais para qualquer acordo.

A contraproposta iraniana previa o fim da guerra, o levantamento de sanções, o desbloqueio de ativos congelados e garantias relacionadas à segurança regional. Washington, por outro lado, cobrou restrições de longo prazo ao enriquecimento de urânio, remoção de material altamente enriquecido e mudanças estruturais no programa nuclear iraniano.

O Estreito de Hormuz permanece como um dos pontos mais sensíveis da crise. Apesar dos canais de mediação, as posições de Washington e Teerã seguem distantes. O impasse envolve também os bloqueios marítimos. 

Artigos Relacionados