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Irã diz que EUA não conquistaram confiança de Teerã em negociações

Impasse sobre estreito de Ormuz, programa nuclear e ativos bloqueados levaram negociações ao fracasso

Ghalibaf, líder do parlamento iraniano, e Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão (Foto: Governo do Paquistão)

247 - O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, que lidera a delegação de seu país nas negociações com os Estados Unidos realizadas no Paquistão, declarou neste domingo (12) que os não conquistaram confiança de Teerã.

Washington deve "decidir se consegue ou não conquistar nossa confiança", declarou.

Segundo autoridades iranianas, as conversas avançaram em alguns aspectos, mas fracassaram diante de impasses considerados centrais. Persistem divergências sobre pontos estratégicos como o estreito de Ormuz, o programa nuclear e a liberação de recursos financeiros congelados. De acordo com informações divulgadas pelo portal RT Brasil, os principais entraves envolveram exigências consideradas sensíveis por ambas as partes, impedindo a construção de um acordo definitivo entre os países.

Outro foco de tensão foi o destino do estoque iraniano de urânio enriquecido. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defende que Teerã entregue ou venda integralmente esse material. O Irã, por sua vez, apresentou uma contraproposta, reiterando seu direito ao desenvolvimento de um programa nuclear com fins pacíficos. Apesar das discussões, não houve consenso sobre o tema.

As negociações também esbarraram na exigência iraniana de acesso a aproximadamente 27 bilhões de dólares em ativos congelados no exterior, além de reparações pelos danos causados por seis semanas de bombardeios aéreos. Os recursos, segundo Teerã, seriam destinados à reconstrução do país. Washington rejeitou ambas as solicitações.

Do lado americano, o vice-presidente J.D. Vance afirmou que o Irã rejeitou as condições apresentadas por Washington. “Deixamos bem claro quais são nossas linhas vermelhas, o que estamos dispostos a ceder e o que não estamos. E fomos o mais claros possível, e eles optaram por não aceitar nossos termos”, disse.

O impasse reforça o cenário de desconfiança entre as duas potências, mesmo diante de tentativas recentes de retomada do diálogo diplomático.

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