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Irã lança nova onda de ataques contra centros de comando de Israel

Guarda Revolucionária informa que usou mísseis hipersônicos e drones em ofensiva retaliatória contra alvos ligados aos EUA e a Israel

Irã ainda não utilizou seus mísseis de última geração (Foto: Tasnim)

247 - Uma nova série de ataques atribuídos ao Irã atingiu centros de comando e controle israelenses e posições relacionadas aos Estados Unidos no Oriente Médio, segundo informações divulgadas pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). A ofensiva faz parte da resposta militar iraniana a uma escalada de confrontos iniciada após ataques que Teerã atribui a Washington e a Israel.

De acordo com informações divulgadas pela agência iraniana Tasnim News, a operação foi realizada neste domingo (15), e incluiu o uso combinado de 10 mísseis hipersônicos dos modelos Fattah e Qadr, além de drones de ataque. Os alvos, segundo o IRGC, incluíram instalações associadas às forças americanas na base aérea de Al-Dhafra, que, conforme a versão iraniana, teria fornecido apoio e informações durante ações militares contra o Irã.

Ataques em memória de militares iranianos

Segundo a Guarda Revolucionária, a ofensiva também teve caráter simbólico. A operação foi dedicada à memória de 84 militares da Marinha iraniana que estavam a bordo do destróier Dena, supostamente atingido por um torpedo da Marinha dos Estados Unidos próximo à costa do Sri Lanka em 4 de março.Além da base americana, o IRGC afirmou ter direcionado ataques contra centros regionais de comando e controle de Israel, bem como contra o centro de gestão da frente interna israelense, estrutura responsável pela coordenação de respostas civis e militares em situações de emergência.

Irã promete manter ofensiva

Em comunicado, a Guarda Revolucionária declarou que as ações militares continuarão enquanto persistirem as hostilidades contra o país.

Segundo o IRGC, os ataques “continuarão sem cessar até que os agressores sejam obrigados a se render e enfrentar a punição”. A declaração indica que Teerã considera as operações parte de uma campanha prolongada de retaliação contra interesses americanos e israelenses.

Escalada após assassinato de líder iraniano

A atual escalada militar teve início após um episódio considerado decisivo pelas autoridades iranianas: o assassinato do líder da Revolução Islâmica, aiatolá Seyed Ali Khamenei, ocorrido em 28 de fevereiro, juntamente com diversos comandantes militares de alto escalão e civis.Segundo o Irã, os Estados Unidos e Israel lançaram posteriormente uma campanha militar de grande escala contra o Irã, incluindo bombardeios aéreos contra instalações militares e civis em várias regiões do país. Esses ataques teriam provocado numerosas vítimas e danos significativos à infraestrutura.

Retaliação com mísseis e drones

Em resposta, as Forças Armadas iranianas iniciaram operações retaliatórias direcionadas a posições americanas e israelenses tanto em territórios ocupados quanto em bases militares na região.Essas operações vêm sendo conduzidas com sucessivas ondas de mísseis e drones, em uma escalada que amplia as tensões no Oriente Médio e eleva o risco de um conflito regional mais amplo.

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