Israel ameaça o Líbano: ‘desarme o Hezbollah ou pague o preço’
Ministro da Defesa ameaça declarar guerra ao Líbano
247 - A tensão no Oriente Médio voltou a se intensificar após o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmar que o Líbano poderá “pagar o preço” caso não desarme o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã e com forte presença no sul do país. Em declaração televisionada neste sábado (7), Katz dirigiu-se diretamente ao presidente libanês, Joseph Aoun, cobrando o cumprimento de compromissos assumidos pelo governo de Beirute.
Durante o pronunciamento, o ministro israelense afirmou que o Líbano havia se comprometido a implementar medidas para retirar o arsenal do Hezbollah, mas acusou o governo de não cumprir o acordo. “O Líbano fez uma promessa e um compromisso de seguir o acordo e desarmar o Hezbollah – e essas coisas não acontecem”, declarou Katz.
Na mesma mensagem, o ministro fez um alerta direto ao governo libanês. Segundo ele, caso Israel precise escolher entre a segurança de seus cidadãos e a estabilidade do Líbano, a responsabilidade pelas consequências recairá sobre as autoridades do país vizinho. “Se tivermos que escolher entre defender nossos civis e soldados ou o Estado do Líbano, quem pagará o preço será o governo libanês e todo o Líbano”, afirmou.
Joseph Aoun assumiu a presidência do Líbano em janeiro de 2025 com a promessa de restaurar o monopólio das armas pelo Estado libanês. Na ocasião, o presidente declarou que trabalharia para retirar o controle militar do Hezbollah e fortalecer as Forças Armadas do país. Apesar do compromisso, o grupo continua operando no território libanês.
A recente escalada ocorre após o Hezbollah lançar um ataque contra Israel na semana passada, episódio que ocorreu depois de bombardeios conjuntos realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. Em resposta, as forças israelenses intensificaram operações militares em território libanês.
Segundo relatos, os ataques israelenses atingiram posições do Hezbollah não apenas no sul do Líbano, mas também em áreas da capital Beirute e na cidade de Trípoli, localizada no extremo norte do país.
Questionado recentemente sobre a possibilidade de uma grande ofensiva terrestre no Líbano, um porta-voz militar israelense afirmou que a hipótese não está descartada. “Todas as opções permanecem sobre a mesa”, declarou.
Apesar da escalada militar, Katz afirmou que Israel não possui reivindicações territoriais sobre o Líbano. Ao mesmo tempo, reiterou que o país não aceitará ataques vindos do território libanês. “Não temos nenhuma reivindicação territorial no Líbano, mas não aceitaremos a retomada de disparos vindos do território libanês contra Israel”, disse.
Em sua mensagem final ao presidente libanês, o ministro israelense reforçou o alerta sobre possíveis novas ações militares. “Portanto, nos dirigimos a você e advertimos — faça algo e aja antes que nós façamos ainda mais”, declarou Katz.


