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Israel fecha acordo de US$ 200 milhões em munições aéreas

Contrato com empresa Elbit Systems amplia capacidade militar em meio à guerra com Irã

Caças F-15 da Força Aérea de Israel (IAF) atacam posições do Hamas na Faixa de Gaza (Foto: Paulo Emílio)

247 - Israel anunciou a assinatura de um contrato de aproximadamente US$ 200 milhões para aquisição de munições aéreas avançadas, em meio à guerra com o Irã e ao aumento da pressão internacional por um embargo de armas devido ao ghenocídio em Gaza.

Segundo informações da Al Jazeera, o Ministério da Defesa de Israel firmou o acordo com a empresa israelense Elbit Systems, como parte de uma estratégia para reforçar a capacidade militar aérea e garantir maior autonomia no fornecimento de armamentos.

Em comunicado, a Elbit destacou sua atuação no setor e afirmou que suas tecnologias contribuem diretamente para a superioridade aérea israelense. A empresa declarou ter “liderança tecnológica em sistemas de armas lançadas do ar” e afirmou estar “orgulhosa de nossa longa parceria com o Ministério da Defesa de Israel”.

De acordo com o Ministério da Defesa israelense, a negociação foi conduzida por sua diretoria de aquisições e tem como objetivo fortalecer a chamada “independência em armamentos”, além de ampliar a prontidão para “cenários imediatos de combate” e para o que descreveu como uma “década intensa em segurança”, conforme reportado pelo jornal Haaretz.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, reforçou essa linha ao afirmar que o acordo faz parte dos esforços para “continuar a fortalecer a independência do fornecimento de munições de Israel”.

O anúncio ocorre em um contexto de crescente pressão internacional por restrições ao fornecimento de armas ao país. Organizações e governos têm defendido um embargo diante do genocídio israelense na Faixa de Gaza.

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde de Gaza indicam que 72.652 pessoas morreram em ataques israelenses desde 7 de outubro de 2023. No mesmo período, outras 172.320 ficaram feridas.

O novo contrato militar reforça a estratégia israelense de ampliar sua capacidade bélica em meio ao prolongamento dos conflitos regionais e à intensificação das críticas internacionais.

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