Israel quer criar aliança regional contra “eixos radicais”, diz Netanyahu
Primeiro-ministro afirma que articula bloco de países no Oriente Médio e entorno para enfrentar adversários que classifica como radicais
247 - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país trabalha para estruturar uma ampla aliança regional com o objetivo de fazer frente ao que classificou como “eixos radicais” no Oriente Médio. A declaração foi feita ao anunciar a próxima visita do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, a Israel.
As informações foram publicadas pela Al Jazeera neste domingo (22). Segundo a reportagem, Netanyahu detalhou a intenção de reunir países que compartilhem uma visão estratégica comum para contrabalançar o que chamou de “eixo xiita radical” e “eixo sunita radical emergente”.
De acordo com o Times of Israel, citado na matéria, Netanyahu descreveu o plano nos seguintes termos: “Na visão que tenho diante de mim, criaremos um sistema completo, essencialmente um ‘hexágono’ de alianças em torno ou dentro do Oriente Médio”. Ele acrescentou: “A intenção aqui é criar um eixo de nações que compartilhem a mesma visão sobre a realidade, os desafios e os objetivos, em oposição aos eixos radicais, tanto o eixo xiita radical, que combatemos com muita força, quanto o eixo sunita radical emergente”.
Ao mencionar a Índia como parte desse arranjo, Netanyahu afirmou que o país integrará o que chamou de “eixo das nações que compartilham a mesma visão” com Israel. Além da Índia, ele citou Grécia e Chipre, além de países árabes, africanos e asiáticos que não foram nominalmente identificados.
Desde 2020, Israel busca ampliar sua rede de relações formais com países árabes e muçulmanos por meio dos chamados Acordos de Abraão, apoiados pelos Estados Unidos.
As relações entre Israel e esses países atravessam momento de tensão em razão do genocídio em Gaza. A Turquia, sob a liderança do presidente Recep Tayyip Erdogan, tem feito críticas contundentes a Netanyahu. A Arábia Saudita também acusou Israel de genocídio, e as perspectivas de normalização entre os dois países vêm se deteriorando.


