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Lavrov rejeita trégua temporária na Ucrânia e adverte que Rússia não aceita ultimatos

Chanceler russo explicita as condições d emoscou para um avcordo de paz

Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, durante entrevista coletiva em Moscou 20/01/2026 REUTERS/Shamil Zhumatov
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247 - O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, rejeitou uma trégua temporária na Ucrânia e afirmou que Moscou não aceitará soluções provisórias, ultimatos externos nem um cessar-fogo na linha de contato como condição para retomar negociações sobre o conflito, as informações são da TASS.

As declarações foram feitas em dois momentos distintos, nos dias 23 e 24 de junho, e indicam um endurecimento do discurso diplomático russo diante das propostas apresentadas por países ocidentais e lideranças europeias. 

A França, o Reino Unido, Alemanha e Ucrânia, têm defendido eum “cessar-fogo imediato e completo” e disseram que a linha de contato atual deveria ser o ponto de partida das negociações. Esses países também exihgem garantias de segurança robustas para Kiev, participação europeia no processo e manutenção dos ativos russos congelados até que Moscou encerre a guerra e compense a Ucrânia

Negociações sem soluções provisórias

Em 24 de junho, Lavrov afirmou que a Rússia continua aberta a uma saída política e diplomática para o conflito, mas condicionou qualquer entendimento a propostas que Moscou considere consistentes. Segundo ele, o país não pretende aceitar acordos transitórios.

“Estou convencido de que ainda é possível resolver a situação em torno da Ucrânia por métodos políticos e diplomáticos. O presidente russo, Vladimir Putin, disse isso repetidamente”, declarou Lavrov.

O chanceler russo afirmou, porém, que Moscou não aceitará imposições vindas do exterior. “Para a Rússia, esta é uma questão de princípio. Não nos contentaremos com soluções temporárias ou provisórias, e certamente não aceitaremos quaisquer ultimatos ditados de fora”, disse.

Lavrov também declarou que a Rússia propôs elevar o nível das delegações que participam das conversas com a Ucrânia e criar três grupos de trabalho, voltados a temas humanitários, políticos e militares.

Moscou rejeita cessar-fogo na linha de frente

Ainda em 24 de junho, Lavrov rejeitou a ideia de interromper os combates na linha de contato como condição prévia para iniciar negociações. Segundo ele, a Rússia não pretende repetir o que considera uma experiência frustrada das conversas realizadas em Istambul, em 2022.

“Estamos sempre prontos para negociações sobre a Ucrânia, mas repito mais uma vez que, quando nos sentarmos à mesa de negociação, se houver ideias razoáveis, propostas ou pessoas adequadas do outro lado, não confiaremos na palavra de ninguém”, afirmou.

O ministro disse que Moscou não aceitará a fórmula de primeiro estabelecer uma trégua e só depois negociar. “Eles ainda nos dizem: ‘Vamos fazer um cessar-fogo ao longo da linha de contato e depois negociações’. Não, já fizemos isso quando concordamos em Istambul, rubricamos o documento e, como gesto de boa vontade, paramos de disparar”, declarou.

Críticas à Europa

Lavrov também criticou, em 24 de junho, declarações de lideranças europeias sobre a participação da União Europeia nas tratativas sobre a Ucrânia. Para o chanceler, a Europa não pode se apresentar como mediadora imparcial enquanto mantém apoio político e militar a Kiev.

“O que eles realmente querem discutir? Estão propondo que a Rússia capitule? Tais noções são absolutamente pouco sérias e não refletem o verdadeiro papel e a influência da Europa nos assuntos globais”, afirmou.

O chefe da diplomacia russa também citou declarações atribuídas ao presidente francês, Emmanuel Macron, e ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, sobre a necessidade de manter pressão sobre Moscou e garantir participação europeia em uma eventual mesa de negociação.

Ocidente não é mediador, diz Lavrov

No dia 23 de junho, Lavrov afirmou que o Ocidente fracassou nas tentativas de mediação relacionadas à Ucrânia e não deve mais ser visto por Moscou como um interlocutor imparcial. A declaração foi feita durante uma mesa-redonda com embaixadores.

“Temos consistentemente oferecido oportunidades para que essas iniciativas sejam implementadas, expressado nossa disposição de apoiá-las e tomado as medidas apropriadas”, disse Lavrov.

Na mesma fala, o chanceler afirmou que a prioridade russa permanece voltada aos objetivos da operação militar. “Atualmente, nosso foco está em alcançar os objetivos da operação militar especial, com base no entendimento de que as abordagens ocidentais e as esperanças no Ocidente como mediador imparcial há muito se mostraram inúteis. Simplesmente não há razão para levá-las a sério”, declarou.

Críticas aos EUA e Reino Unido

Em suas declarações de 24 de junho, Lavrov também afirmou que os Estados Unidos e o Reino Unido dão suporte às operações ucranianas em território russo. Segundo ele, Kiev não teria condições de realizar determinados ataques sem auxílio externo.

“Sem assistência direta americana em mira e obtenção de dados, seria impossível para a Ucrânia realizar os ataques terroristas em território russo que está realizando atualmente”, afirmou.

O ministro disse ainda que Moscou não pretende se basear em promessas nas futuras negociações. “Estamos prontos para negociações, é claro, mas não permitiremos que ninguém nos engane”, declarou.

O conjunto das declarações reforça a posição russa de que uma eventual negociação sobre a Ucrânia deve tratar das causas do conflito, e não apenas interromper temporariamente os combates na linha de frente.

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