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Líder húngaro avisa que Netanyahu pode ser preso se pisar no país

Peter Magyar reverte a política de Viktor Orban, que em abril de 2025 recebeu Netanyahu em Budapeste

Peter Magyar (Foto: REUTERS/Bernadett Szabo)

247 - O novo governo da Hungria irá suspender sua retirada do Tribunal Penal Internacional (TPI), em meio à ordem de prisão internacional contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (20) Peter Magyar, líder do partido Tisza, vencedor das eleições no país europeu.

"Eu declarei claramente ao primeiro-ministro israelense [Benjamin Netanyahu]: não nos retiraremos, porque meus colegas determinaram que podemos interromper a retirada até 2 de junho. O governo do Tisza indicou sua intenção de que essa retirada seja suspensa e que a Hungria permaneça membro do TPI", disse Magyar em coletiva de imprensa.

Magyar acrescentou que os Estados-membros do TPI são obrigados a cumprir seus mandados e deter aqueles que estiverem em seu território e que sejam procurados pelo tribunal. O TPI emitiu um mandado de prisão contra Netanyahu em 2024.

Em abril de 2025, o antecessor de Magyar, Viktor Orbán, recebeu Netanyahu em Budapeste, apesar das críticas internacionais.

Em maio de 2025, o parlamento húngaro votou pela retirada do TPI. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, afirmou à época que a organização havia deixado de ser imparcial para se tornar politizada.

Em novembro de 2024, o TPI emitiu mandados de prisão contra Netanyahu e o ex-ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, sob suspeita de cometer crimes de guerra na Faixa de Gaza.

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