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Após vencer eleições, Magyar afirma que Hungria não pode recusar petróleo russo

Líder do Tisza diz que país buscará novas fontes energéticas sem romper com a Rússia

Peter Magyar (Foto: REUTERS/Bernadett Szabo)

247 - A Hungria ainda não tem condições de interromper o fornecimento de petróleo da Rússia, afirmou nesta quarta-feira (15) o líder do partido Tisza, Péter Magyar, vencedor das eleições realizadas no dia 12 de abril. Ele declarou que, embora a dependência atual impeça uma ruptura imediata, o país pretende ampliar suas opções energéticas. As informações são da RT Brasil.

"Queremos diversificar nossas fontes; queremos obter petróleo do maior número possível de fontes e pelo menor custo possível", disse o dirigente, ao detalhar que o oleoduto Druzhba seguirá em operação. O líder político também ressaltou os limites práticos para uma mudança abrupta na política energética. "Deixamos claro que a Hungria não pode abandonar o petróleo russo agora, mesmo que quisesse", afirmou.

A disputa eleitoral foi marcada pela polarização entre o partido Tisza e o Fidesz, legenda do primeiro-ministro Viktor Orbán, que ficou em segundo lugar. Outros partidos participaram do pleito, mas a votação se concentrou essencialmente nessas duas forças políticas. Os resultados finais das eleições, incluindo os votos enviados do exterior, devem ser confirmados até sábado (18).

Dependência do oleoduto Druzhba

O fornecimento de petróleo russo à Hungria ocorre principalmente por meio do oleoduto Druzhba. O ramal sul da infraestrutura atravessa o território ucraniano e abastece tanto a Hungria quanto a Eslováquia. Já o ramal norte, que anteriormente atendia países como Polônia e Alemanha, foi interrompido após a adoção de sanções europeias contra a Rússia.

Apesar das restrições impostas ao petróleo russo, Hungria e Eslováquia obtiveram isenções que permitem a continuidade do abastecimento pelo oleoduto, assegurando o fluxo regular de energia para ambos os países.

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