HOME > Mundo

Líder supremo do Irã condena assassinato de Ali Larijani

"Cada gota de sangue tem seu preço, que os assassinos desses mártires em breve terão que pagar", disse Mojtaba Khamenei

Mulher segura imagem do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, e do líder anterior, o aiatolá Ali Khamenei, durante cerimônia fúnebre para comandantes militares iranianos 11 de março de 2026 Majid Asgaripour/WANA via REUTERS (Foto: Majid Asgaripour)

247 - O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, condenou o assassinato do secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, e de seus companheiros, ocorrido em uma agressão das forças israelenses. Khamenei afirmou que "cada gota de sangue tem seu preço, que os assassinos desses mártires em breve terão que pagar" e prestou condolências à família do oficial. As informações são da RT Brasil.

Em comunicado, o aiatolá descreveu Larijani como uma figura "sábia, visionária, inteligente e comprometida", com quase cinco décadas de atuação em diferentes setores políticos, militares e culturais do Irã. O líder destacou que o assassinato demonstra tanto a relevância de Larijani quanto o "ódio dos inimigos do Islã".

Resposta militar iraniana

Na terça-feira (17), o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, confirmou que o ataque das forças israelenses resultou no assassinato de Larijani e de outros altos oficiais, incluindo o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani. O gabinete do primeiro-ministro de Israel divulgou imagens de Benjamin Netanyahu dando a ordem para os ataques.

Em resposta, na madrugada de quarta-feira (18), o Irã realizou um ataque massivo contra território israelense, atingindo principalmente o principal aeroporto do país, além de outras áreas estratégicas. As ações são parte de uma escalada militar que inclui disparos de mísseis balísticos contra Israel e bases estadunidenses na região.

Agressões e condenações internacionais

As agressões ao Irã ocorrem em um contexto de tensão prolongada, após ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, que provocou explosões em Teerã e o assassinato do aiatolá Ali Khamenei, entre outros altos oficiais. Segundo registros oficiais, os confrontos já resultaram em mais de 1.300 mortes no país.

Diversos países criticaram a ação. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, qualificaram os ataques como "inaceitáveis", ressaltando que ocorrem em meio a negociações diplomáticas em curso entre Washington e Teerã.

Artigos Relacionados