Líder supremo do Irã condena assassinato de Ali Larijani
"Cada gota de sangue tem seu preço, que os assassinos desses mártires em breve terão que pagar", disse Mojtaba Khamenei
247 - O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, condenou o assassinato do secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, e de seus companheiros, ocorrido em uma agressão das forças israelenses. Khamenei afirmou que "cada gota de sangue tem seu preço, que os assassinos desses mártires em breve terão que pagar" e prestou condolências à família do oficial. As informações são da RT Brasil.
Em comunicado, o aiatolá descreveu Larijani como uma figura "sábia, visionária, inteligente e comprometida", com quase cinco décadas de atuação em diferentes setores políticos, militares e culturais do Irã. O líder destacou que o assassinato demonstra tanto a relevância de Larijani quanto o "ódio dos inimigos do Islã".
Resposta militar iraniana
Na terça-feira (17), o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, confirmou que o ataque das forças israelenses resultou no assassinato de Larijani e de outros altos oficiais, incluindo o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani. O gabinete do primeiro-ministro de Israel divulgou imagens de Benjamin Netanyahu dando a ordem para os ataques.
Em resposta, na madrugada de quarta-feira (18), o Irã realizou um ataque massivo contra território israelense, atingindo principalmente o principal aeroporto do país, além de outras áreas estratégicas. As ações são parte de uma escalada militar que inclui disparos de mísseis balísticos contra Israel e bases estadunidenses na região.
Agressões e condenações internacionais
As agressões ao Irã ocorrem em um contexto de tensão prolongada, após ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, que provocou explosões em Teerã e o assassinato do aiatolá Ali Khamenei, entre outros altos oficiais. Segundo registros oficiais, os confrontos já resultaram em mais de 1.300 mortes no país.
Diversos países criticaram a ação. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, qualificaram os ataques como "inaceitáveis", ressaltando que ocorrem em meio a negociações diplomáticas em curso entre Washington e Teerã.


