Líder supremo do Irã pede ofensiva econômica e cultural contra “inimigos”
Mojtaba Khamenei também descreveu professores e trabalhadores como os elementos mais eficazes nessas batalhas
247 - O líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, pediu nesta sexta-feira (1) que os iranianos travem uma batalha econômica e cultural para derrotar os “inimigos” do país.
Na mensagem que marca o Dia Mundial do Trabalhador e o Dia do Professor no Irã, celebrados na sexta-feira e no sábado (2), Khamenei afirmou que, após mais de 47 anos de luta, o Irã demonstrou suas capacidades militares contra os inimigos e “também deve desapontá-los e derrotá-los nas batalhas econômica e cultural”.
Ele descreveu professores e trabalhadores como os elementos mais eficazes nessas batalhas, chamando-os de “espinhas dorsais” das áreas de cultura e economia.
Khamenei também pediu prioridade ao consumo de produtos nacionais.
"Isso será alcançado por meio da definição dos contornos de uma identidade iraniano-islâmica e de sua incorporação cada vez mais profunda nas mentes e almas da juventude do país, por meio de nossos educadores e professores, bem como pela priorização do uso de bens produzidos internamente, que são fruto do trabalho dos diligentes trabalhadores do Irã", diz Khamenei na mensagem.
Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra alvos no Irã, causando danos e vítimas civis. Em 7 de abril, Washington e Teerã anunciaram um cessar-fogo de duas semanas. As negociações subsequentes em Islamabad terminaram sem conclusão, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estendeu em 21 de abril a cessação das hostilidades.
O ex-líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto no primeiro dia da operação militar. Em 8 de março, seu filho Mojtaba foi nomeado como seu sucessor.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que o novo líder supremo ficou ferido, mas passa bem.


