Lula manda recado para Trump: “ninguém vai ganhar de mim por mentira”
“A minha arma é o argumento, a minha arma é a razão”, disse o presidente
247 - Em discurso durante a 1ª Reunião Mobilização Progressista Global, realizada em Barcelona, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva relembrou o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil para provar a importância do diálogo na política. No encontro, que reuniu lideranças progressistas internacionais, o presidente abordou temas como desigualdade social e relações entre países, além de responder diretamente a posicionamentos do governo norte-americano sobre o Brasil.
Ao tratar das demandas sociais, Lula destacou que a população mais vulnerável reivindica condições mínimas de dignidade. “O povo pobre quer ter direito a um emprego decente [...] quer ter direito que o seu filho possa ser doutor igual o filho do seu patrão”, afirmou, ao defender a igualdade de oportunidades.
O presidente também fez uma reflexão sobre sua trajetória e motivação política. “Eu tenho 80 anos de idade [...] eu tenho dito para Deus que eu quero ter 120 anos, porque é preciso provar uma coisa”, declarou. Para ele, o engajamento em causas públicas é o que sustenta sua disposição. “Se todos nós levantarmos de manhã para uma causa, a gente não fica velho”, disse.
Lula ressaltou ainda que sua atuação está ancorada na defesa de valores democráticos. “A minha causa é a democracia, a minha causa é a liberdade, a minha causa é a igualdade”, afirmou, ao enfatizar a importância do respeito entre países, independentemente de seu tamanho ou poder econômico.
No campo internacional, o presidente defendeu a resolução pacífica de conflitos. “Eu não quero guerra [...] eu quero paz, amor, fraternidade”, disse, reiterando sua posição contrária a confrontos entre nações.
Ao comentar as tensões após o tarifaço aplicado por Trump contra o Brasil, Lula afirmou que a medida foi baseada numa mentira: ‘Quando o presidente Trump taxou o Brasil, dizendo que tinha neto com o Brasil, eu mostrei um documento. Os Estados Unidos, em 15 anos, teve 410 bilhões de superávit no Brasil. E eu disse, ninguém vai ganhar de mim por mentira, eu não tenho a riqueza que ele tem, eu não tenho a tecnologia que ele tem e tampouco eu tenho o navio que ele tem”, disse
O presidente concluiu destacando que sua principal ferramenta política é o diálogo. “Eu não quero guerra. A única coisa que eu quero é dizer para ele que mesmo sendo pobre, tem uma coisa que nós temos que ter, que é caráter, honestidade e decência. A gente tem que respeitar o direito do povo”, completou.


