Médico alerta para possível demência frontotemporal em Donald Trump
Texto viral do dr. Frank George afirma que sintomas do atual presidente dos EUA não se encaixam em Alzheimer e aponta risco político e institucional
247 – Um médico identificado como dr. Frank George publicou um texto que vem viralizando nas redes sociais e em plataformas como Substack e LinkedIn, no qual afirma que Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, apresentaria sinais compatíveis com um quadro de demência — mas não do tipo Alzheimer. A notícia foi divulgada pelo portal Band News.
No texto, George sustenta que a hipótese de Alzheimer estaria sendo usada de maneira genérica e equivocada para explicar comportamentos públicos do presidente, quando, segundo ele, haveria elementos mais compatíveis com um tipo específico de degeneração neurológica: a demência frontotemporal (DFT), chamada também de “frontal temporal dementia” (FTD, em inglês).
Logo no início, o médico contesta diretamente o diagnóstico popular mais difundido e insiste em um quadro que ele descreve como mais grave e perigoso: “Droga! Não é Alzheimer! Eis por que é um cenário de pesadelo muito maior.”
“Você merece os fatos, e não conjecturas”, diz o autor do alerta
Ao longo do texto, o dr. Frank George afirma que o público estaria diante de algo que vai além do envelhecimento ou de lapsos típicos. Ele escreve: “Você merece os fatos, e não conjecturas. O Alzheimer debilita uma pessoa. Trump não está debilitando, está piorando, e você precisa saber o motivo assustador disso.”
Em seguida, o médico detalha que, para ele, os sinais apresentados por Trump não se encaixariam no padrão clássico da doença de Alzheimer, embora possam parecer semelhantes para leigos. Na avaliação do autor, essa confusão seria comum, mas perigosa: “Eis a realidade: os sintomas de Trump não correspondem aos da doença de Alzheimer. À primeira vista, alguns podem parecer compatíveis. Além disso, muitas pessoas confundem erroneamente a doença de Alzheimer com demência em geral e agrupam todos os sintomas. Isso está errado. É ingenuidade. É perigoso.”
Demência frontotemporal e mudanças de conduta
O médico afirma que os sintomas observáveis estariam mais alinhados à demência frontotemporal, que afeta áreas do cérebro associadas à conduta social, julgamento, empatia e capacidade de previsão. George descreve a DFT da seguinte forma: “A demência Fronto temporal (DFT) refere-se a um grupo de distúrbios causados pela perda progressiva de células nervosas, principalmente nos lobos frontais do cérebro (as áreas atrás da testa) e/ou nos lobos temporais (as regiões atrás das orelhas).”
Segundo ele, é justamente por atingir regiões ligadas ao comportamento que a doença poderia se manifestar como alterações visíveis de personalidade, impulsividade e perda de filtros sociais — com impactos diretos na vida pública de um chefe de Estado.
Confabulação: falsas memórias com convicção
Um dos elementos que o dr. Frank George classifica como centrais na hipótese diagnóstica é a confabulação, descrita por ele como a produção patológica de falsas memórias. Como exemplo, ele cita a insistência de Trump de que venceu as eleições presidenciais de 2020, vencidas por Joe Biden, e afirma que o presidente também insistiria em feitos que não ocorreram. O médico escreve que Trump “confabula com tanta convicção a ponto de ser ‘verdadeiro’ se submetido a um detector de mentiras”.
O texto sustenta que isso não deveria ser interpretado como simples mentira deliberada, mas como preenchimento de lacunas mentais por memórias inventadas nas quais o próprio indivíduo acredita: “Trump não mente: ele preenche lacunas com memórias inventadas nas quais ele acredita.”
“Narcisismo maligno” e risco de instabilidade política
Além da hipótese de demência frontotemporal, o dr. Frank George também afirma que Trump apresentaria sinais de outra condição psicológica grave, que ele chama de “narcisismo maligno”. Nesse trecho, o autor descreve a combinação como especialmente perigosa por retirar freios comportamentais e ampliar impulsos de validação, controle e vingança.
Em uma das passagens mais alarmistas do texto, George afirma: “Assistir a Trump é testemunhar um narcisista maligno sem as salvaguardas do cérebro — julgamento, contenção, empatia — e com fome de validação, controle e vingança, deixando um dedo descontrolado no botão principal (o da bomba nuclear, segundo o comentarista político Robert Bernard Reich). É isso que torna este momento tão volátil e tão perigoso.”
O argumento central é que o risco não seria apenas individual, mas institucional e global, já que o presidente controla decisões de alta gravidade, incluindo assuntos militares e nucleares.
Referências a alertas anteriores de profissionais de saúde mental
George também recupera episódios anteriores em que especialistas em saúde mental alertaram para riscos relacionados à personalidade de Trump. Ele menciona o livro O Caso Perigoso de Donald Trump, organizado em 2017 pela psiquiatra forense Bandy Lee, com participação de 27 especialistas. Segundo o médico, o alerta não foi sensacionalista: “Naquela época, a maioria das pessoas revirava os olhos. Hoje, o termo ‘narcisismo maligno’ (NM) aparece em todos os lugares: em noticiários a cabo, em audiências no Congresso, até mesmo em programas de comédia noturnos. Mas o que não era amplamente compreendido é como uma demência como a DFT altera uma personalidade já desordenada.”
Ele também cita a organização Duty to Warn (“Dever de Alertar”), que representa milhares de profissionais de saúde mental e que teria reforçado alertas semelhantes.
Lista de sintomas e sinais mencionados pelo médico
No trecho final do texto, o dr. Frank George enumera sinais que, segundo ele, seriam observáveis e compatíveis com DFT. Entre eles, constam mudanças na marcha e postura, comportamentos socialmente inadequados, impulsividade e perda de decoro.
Ele também sugere que Trump apresentaria sinais de possível Afasia Progressiva Não Fluente, apontando exemplos de pronúncia alterada e trocas de palavras, como quando o presidente diria “United Shersh” em vez de “United States”, ou “cricious” no lugar de “Christmas”.
George ainda afirma que Trump “perde o fio da meada”, busca aplausos e trata tudo ao seu redor como “o melhor do mundo”, citando exemplos ligados a políticas e ações militares.
“Está acontecendo ao vivo”, conclui o autor
Apesar do tom alarmista, o dr. Frank George afirma ver um aspecto “positivo” no quadro, no sentido de que os sintomas estariam se tornando evidentes para um número cada vez maior de pessoas: “Por mais perturbadores que sejam os sintomas, todos finalmente estão percebendo. Não é mais teórico. Está acontecendo ao vivo.”
A publicação, por sua natureza e conteúdo, amplia um debate antigo e controverso sobre limites éticos e políticos na avaliação pública da saúde mental de líderes, especialmente quando essas avaliações são feitas sem exame clínico direto. Ainda assim, o texto circula amplamente e vem sendo usado por críticos como mais um elemento de pressão e contestação sobre a estabilidade do governo Trump e os riscos associados ao comando de uma potência nuclear.



